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UNIDOS DE BANGU

A Unidos de Bangu abre o Carnaval levando para a Marquês de Sapucaí a realeza negra no Brasil, com a história daqueles que, mesmo sendo sequestrados em seus países de origem e escravizados aqui, mantiveram seus costumes nas senzalas. "Temos a presença de reis, rainhas, príncipes e princesas aqui. Mesmo com todo o sofrimento da senzala e da escravidão, eles mantinham o mesmo respeito aos nobres que existia na África", conta o carnavalesco Cid Carvalho.

Ele explica que muitos desses nobres africanos compraram suas alforrias (documento que dava liberdade ao negro) e as de outros escravos no Brasil. E quando não conseguiam, eles criavam as resistências e fortalezas, que ficaram conhecidas como os quilombos. "A força cultural africana foi tão fundamental no Brasil, que a cultura legitimamente brasileira só aparece depois da chegada dos escravos. No fim do desfile, teremos uma grande mensagem contra o preconceito", avisa Cid.

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