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Último adeus a Jeremias

Emoção marca enterro do corpo de adolescente morto na Maré

Parentes e amigos se despedem de Jeremias, vítima da violência cruel
Parentes e amigos se despedem de Jeremias, vítima da violência cruel - FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

O corpo do adolescente Jeremias Moraes da Silva, de 13 anos, morto no Complexo da Maré, durante confronto entre policiais militares e traficantes, na terça-feira, foi enterrado ontem, sob forte comoção, no Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Jeremias foi atingido quando voltava de uma partida de futebol, na favela Nova Holanda. No velório, parentes e amigos do menino, usando camisas com uma foto do adolescente e a inscrição "saudades eternas", cantaram músicas evangélicas.

Muito emocionada, a mãe, Wânia Moraes, chegou a desmaiar. "Quantas mães não estão passando por isso? A gente vê o noticiário na televisão e acha que nunca vai acontecer com a gente. E agora aconteceu comigo, e daqui a pouco outra. Que Deus abençoe todas as mães, dê força".

Somente no dia seguinte ao crime, investigadores da Delegacia de Homicídios da Capital (DH-Capital) conseguiram realizar a perícia no local onde o adolescente morreu. No dia do crime, as linhas Amarela e Vermelha e a Avenida Brasil chegaram a ser fechadas.

Criança baleada

Já o pequeno João Pedro Soares da Costa, de 4 anos, baleado em São Gonçalo, na noite de quarta-feira, continuava, até o final da noite de ontem, internado em estado gravíssimo no CTI pediátrico do Hospital Estadual Alberto Torres. Ele foi atingido próximo à favela da Linha, no bairro Rio D'Ouro.

"Estamos perdendo espaço para a criminalidade. Íamos para o caminho de Deus, para pedir paz, quando isso aconteceu. Infelizmente, a violência só cresce no Rio e ninguém faz nada", lamentou o pai do menino, Rodolfo da Costa Pereira, de 34 anos. Ontem, a PM fez operação na favela para tentar localizar os bandidos que balearam o menino. Ninguém foi preso.

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