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Tuiuti chega ao paraíso

Taça do vice-campeonato é recebida aos gritos de 'campeã' na quadra da escola

Galera com a taça na festa pelo vice-campeonato na quadra da Tuiuti, um ano após tragédia em desfile
Galera com a taça na festa pelo vice-campeonato na quadra da Tuiuti, um ano após tragédia em desfile - Alexandre Brum

A taça pelo vice-campeonato da Paraíso do Tuiuti foi recebida na quadra da escola, em São Cristóvão, ontem, aos gritos de "É campeã!" pelos torcedores. De vilã no ano passado, quando um dos seus carros alegóricos atropelou 20 pessoas, matando uma e ferindo 19, a protagonista de um desfecho apoteótico no Carnaval 2018, a Tuiuti virou uma triste página em sua história botando o dedo em feridas sociais, políticas e trabalhistas.

Desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos, o enredo Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão? comparou os prejuízos da Reforma Trabalhista para o povo brasileiro a um retrocesso como o trabalho escravo. Sobraram coragem e ousadia para colocar na Sapucaí um ator fantasiado de vampiro com faixa presidencial, em alusão ao presidente Michel Temer. Manifestantes manipulados como marionetes na Sapacaí os chamados "Manifestoches" criticaram os movimentos pró-Impeachment de 2016.

"Eu precisava que as pessoas entendessem do que a gente estava falando. Lancei mão de uma figura pública e a encarei como charge, como um grande cartum. O Carnaval tem essa ferramenta, ele dialoga nesse campo. Não é pessoal, é uma crítica a um grande sistema", destacou Jack.

O presidente Renato Thor ressaltou que o resultado foi uma espécie de vitória moral. Fundada há 65 anos, a escola nunca tinha saído do último lugar no Grupo Especial, onde desfilou três vezes. Ano passado, quando aconteceu a tragédia em seu desfile, a agremiação só não caiu porque não houve rebaixamento. "Não posso afirmar que foi uma virada de página, mas é o ano da superação. É um título. Tuiuti é campeão!", comemorou.

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