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'Se não sirvo, me mandem embora'

Ele se colocou à disposição da rebaixada Grande Rio

Neguinho (à esq.) e Laíla (à dir.) com a taça de campeão de 2018
Neguinho (à esq.) e Laíla (à dir.) com a taça de campeão de 2018 - Tânia Rêgo / Agência Brasil

Os meses que antecederam ao desfile histórico da Beija-Flor foram marcados por desentendimentos entre o diretor da Comissão de Carnaval da escola, Laíla, e Marcelo Misailidis, criador do enredo. Ontem, mesmo após a conquista, Laíla parecia decidido a deixar a Beija-Flor, escola que defende desde 1976. E soltou o verbo. Ao colunista Leo Dias, do jornal O Dia, ele disparou:

"A comunidade me quer, cara. Eu trabalho na comunidade o ano inteiro, a minha comunidade ganhou o Carnaval. Aprendi ao longo da minha vida, desde a minha infância, que sem coletividade não se leva nada. E eu fui tolhido de muita coisa, e a minha comunidade me compreendeu, minha comunidade foi pra briga. Anísio, eu te amo, mas as covardias foram muito grandes", disse.

Laíla foi além e colocou-se à disposição para ajudar a Grande Rio, rebaixada ontem, a voltar ao Grupo Especial no ano que vem. "Se eu não sirvo mais para a minha escola, me deixem ajudar um amigo. Eu amo o Jayder (Soares, presidente de honra da Grande Rio). Se eu não sirvo mais, me mandem embora. Eu quero ajudar um irmão, se eu não sirvo mais. E, Jayder, infelicidades acontecem (sobre o rebaixamento). Você tem um amigo, um irmão em que você pode confiar. Não foi erro, foi fatalidade. Não abandone a sua escola porque infelicidades acontecem. E Anísio, me mande embora, se eu não sirvo mais, me mande embora, mas não me deixe passar o que eu passei este ano".

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Neguinho (à esq.) e Laíla (à dir.) com a taça de campeão de 2018 Tânia Rêgo / Agência Brasil
2018-02-14 - A comunidade de Nilopolis comemora a vitoria da Beijar Flor. Foto: Luciano Belford / Agencia O Dia Luciano Belford / Agencia O Dia

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