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Chuva deixa um rastro de mortes e destruição

Pior temporal do século mata quatro, desabriga dois mil e mergulha a cidade no caos

Desabamento de muro em vila causou duas mortes em Quintino: um taxista e uma cuidadora de idosos
Desabamento de muro em vila causou duas mortes em Quintino: um taxista e uma cuidadora de idosos - Severino Silva

Foi o maior temporal que a cidade do Rio já registrou desde 1998. As fortes chuvas, no período de quase duas horas sem parar, seguidas de rajadas de vento de mais de 100 km/h e raios, na madrugada de ontem, causaram quatro mortes, desabrigaram pelo menos duas mil pessoas e deixaram vários bairros das Zonas Oeste e Norte sem luz. Por conta do risco de alagamento e desabamento, o município chegou ao nível de estágio de crise à 0h25.

Em Quintino, na Rua Olinda, um muro de uma casa de vila desabou e matou dois moradores. O motorista de táxi executivo Marcos Garcia foi atingido pelo concreto quando a água, como um tsunami, invadiu o local. Uma vizinha dele, a cuidadora de idosos Jupira Magalhães, também morreu quando a outra parte do muro desabou. "Eu estava socorrendo o Marcos, que morreu em meus braços, quando tudo aconteceu. Estou sem chão nenhum. Desesperado", contou o marido de Jupira, Jorge Luiz Faria Viana, que ainda tentou ajudar a esposa, sem sucesso.

A terceira vítima foi o PM Nilsimar dos Santos, lotado no 3º BPM (Méier). Ele estava em seu carro, na Rua Recife, em Realengo, quando uma árvore caiu em cima do veículo, por volta de 1h25. De acordo com a corporação, Nilsimar tentava fugir de um engarrafamento, provocado pela chuva, na Avenida Brasil, quando foi atingido.

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Desabamento de muro em vila causou duas mortes em Quintino: um taxista e uma cuidadora de idosos Severino Silva
Chuva forte deixa rastro de destruição em Rocha Miranda. Severino Silva

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