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Sete dias sem respostas

Acompanhadas por deputado, viúva da vereadora e assessora do Psol depõem na DH

Manifestantes exibiram faixas em homenagem a Marielle e pedindo justiça. Houve também ato ecumênico
Manifestantes exibiram faixas em homenagem a Marielle e pedindo justiça. Houve também ato ecumênico - Alexandre Brum

A Delegacia de Homicídios (DH) ouviu, ontem, depoimentos de pessoas ligadas a Marielle Franco, a vereadora do Psol assassinada a tiros, junto com o motorista Anderson Pedro Gomes, no Estácio, na Região Central do Rio, há uma semana. A viúva de Marielle, Mônica Tereza Benício, e uma assessora do partido e amiga da parlamentar foram à especializada, na Barra da Tijuca.

O deputado estadual Marcelo Freixo (Psol), que acompanhava as declarações das duas, reforçou que a amiga e companheira de partido não recebeu ameaças de morte. "Marielle foi fruto de uma vingança, que chegou sem ameaça. Brutal e inaceitável, uma interrupção da democracia. Tentaram calar a Marielle. Só que não sabiam quem era a Marielle, e o mundo está respondendo", afirmou.

Até ontem, o Disque-Denúncia tinha recebido cerca de 40 denúncias, que podem ajudar nas investigações dos dois assassinatos.

Desembargadora na mira

O ministro João Otávio de Noronha, corregedor Nacional de Justiça, determinou ontem a abertura de um procedimento para apurar a conduta da desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio, que postou que Marielle foi eleita pelo tráfico de drogas.

O 'Washington Post', um dos principais jornais dos EUA, publicou ontem na capa da versão impressa uma reportagem sobre Marielle, a descrevendo como um "símbolo global" contra o racismo. O texto ressalta que Marielle era a única mulher negra entre os 51 vereadores do Rio e que denunciava a violência policial e os assassinatos nas favelas cariocas.

Nome em placa de rua

Diferentemente da vigília de quinta-feira, o ato de ontem teve bandeiras de partidos de esquerda e discursos políticos. Gritos de "Fora, Temer" e contra a intervenção militar foram ouvidos. O fim da PM também foi pedido por manifestantes.

Uma placa da Avenida Rio Branco, esquina com Rua Miguel Couto, foi adesivada em homenagem à vereadora, com os seguintes dizeres: "Rua Marielle Franco (1979-2018). Vereadora, defensora dos Direitos Humanos e das minorias, covardemente assassinada no dia 14 de março de 2018".

Protesto e ato religioso

Milhares de pessoas voltaram às ruas, ontem, em protesto no Centro do Rio e para marcar o sétimo dia dos assassinatos de Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes, além de cobrar a apuração dos crimes. A manifestação começou na Candelária e foi até a Cinelândia, onde foi realizado um ato ecumênico. Irmã de Marielle, a professora Anielle Silva discursou durante a manifestação. "Estou com sangue nos olhos para buscar justiça para minha irmã. Não vou descansar enquanto isso não for resolvido", disse.

Viola Davis homenageia as duas vítimas

Viola: 'Estou com vocês, Brasil' - REPRODUÇÃO DO FACEBOOK

A atriz americana Viola Davis, que tem mais de dois milhões de seguidores no Instagram, fez uma homenagem a Marielle e ao motorista Anderson Gomes, na rede social, ontem. Ela postou uma foto da vereadora e disse que "está lutando" com o povo brasileiro.

"Acabei de ler sobre essa mulher corajosa, Marielle Franco, que lutava pelos direitos dos pobres nas favelas. Eu apoio e estou lutando com vocês, Brasil. Viva Marielle e Anderson", escreveu Viola na legenda da foto.

Viola Davis ganhou o Oscar de atriz coadjuvante no ano passado, por seu papel no filme 'Um Limite Entre Nós'. Ela também é conhecida por interpretar a advogada Annalise Keating, heroína da série 'How To Get Away With Murder', que foi exibida pela TV Globo, em 2017, com o título 'Lições de um Crime'.

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