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Homenagem aos que lutam pela segurança

'Direitos humanos não têm lado', diz presidente do Rio de Paz em ato na Lagoa

O sargento Mauricio Chagas Barros foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap
O sargento Mauricio Chagas Barros foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap - Marcio Mercante

Com rosas e cartazes, a ONG Rio de Paz prestou uma homenagem na Lagoa Rodrigo de Freitas, ontem, aos policiais militares mortos no Rio. Só este ano, 29 PMs foram assassinados no estado.

Nos cartazes, fotos e os nomes dos PMs foram fixados na grade ao lado da ciclovia. "Não há incompatibilidade entre o protesto pela morte da vereadora Marielle Franco e o protesto pela morte de policiais militares. Direitos Humanos não têm lado", disse Antônio Carlos Costa, presidente e fundador da ONG Rio de Paz.

Ontem, foram enterrados dois PMs mortos na quarta-feira. O cabo Luciano Batista Coelho foi sepultado no Cemitério de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. Ele foi atingido em uma tentativa de assalto a uma loja em Cabo Frio. O sargento Maurício Chagas Barros, 37, morto em uma operação em Belford Roxo, foi enterrado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. O soldado Felipe Santos de Mesquita, da UPP Rocinha, morto por traficantes enquanto estava de serviço na quarta-feira, será enterrado hoje, no Cemitério Jardim da Saudade.

O secretário de Segurança, Richard Nunes se solidarizou com as famílias dos policiais. "Quero me solidarizar com a família dos três PMs mortos e dizer que a Divisão de Homicídios (DH) está investigando o caso como prioridade", disse.

Morte de 'Marechal' comove moradores

Atingido por bala perdida durante o confronto que vitimou o soldado Mesquita, quarta-feira, Antonio Ferreira da Silva, de 70 anos, era um dos personagens mais queridos da Favela da Rocinha, em São Conrado, Zona Sul do Rio. A morte de "Seu Marechal" comoveu moradores. "Um morador querido por todos, chamado senhor Marechal. Deixo minhas profundas condolências aos familiares e amigos", publicou uma página de notícias da comunidade. "Marechal" fazia consertos em eletrodomésticos e vendia ferro-velho para garantir o sustento da família.

Ontem, o Portal dos Procurados divulgou cartaz com título pedindo informações que possam ajudar a identificar e prender os envolvidos na morte de "Marechal". Informações podem ser passadas pelo Disque Denúncia (2253-1173). O anonimato do informante é garantido.

Ontem à tarde, moradores da Rocinha voltaram a viver o medo, durante mais um tiroteio na comunidade. Segundo a polícia, bandidos atacaram policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Até o final da noite, não havia notícias de mortos ou feridos.

Divergência de números

Levantamento feito pelo MEIA HORA apontou que, este ano, 29 policiais militares morreram vítimas de ações violentas de bandidos no estado do Rio. A divergência com os números oficiais da PM e do Instituto de Segurança Pública (ISP), que contabilizam 28 mortos, se dá porque a morte do sargento Alexandre Fernandes da Silva, no dia 5 de janeiro, já havia entrado na estatística de 2017. Ele foi baleado em outubro.

Cabo tinha ficado noivo

Morto com um tiro na cabeça, na quarta-feira, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, o cabo Luciano Batista Coelho, de 38 anos, tinha acabado de pedir a namorada em casamento. O pedido foi transmitido ao vivo pelas redes sociais. "E ele segue me surpreendendo sem hora nem data específica. Amor, eu tenho uma vida só e mesmo assim quero dividí-la com você. É um luxo ser sua!", escreveu a noiva, após aceitar o pedido.

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