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Tiroteio e morte na Ilha

Policiais que estavam a caminho de curso flagraram dupla tentando roubar moto

Segundo policiais, com o suspeito morto foi encontrada uma pistola calibre .40 e três carregadores
Segundo policiais, com o suspeito morto foi encontrada uma pistola calibre .40 e três carregadores - Estefan Radovicz / Agência O D

Tiroteio perto do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, na Ilha do Fundão, deixou um suspeito morto e uma vendedora ambulante ferida, na manhã de ontem. "Vi a morte de perto", desabafou a mulher baleada. O confronto apavorou médicos, pacientes, estudantes da UFRJ e pedestres que passavam pelo local.

Segundo informações da 17ª DP (Ilha do Governador), cinco policiais militares da UPP Providência que seguiam para um curso no Comando de Operações Especiais (COE) passavam pela Avenida Brigadeiro Trompowski quando viram bandidos tentando roubar uma motocicleta. Houve confronto entre os PMs e os ladrões. A moto, que ficou com duas marcas de tiros no tanque de combustível, pertence a um capitão da Marinha, que não se feriu.

O morto foi identificado como Luiz Martins, de 21 anos, e, segundo policiais, era um dos dois homens que tentaram praticar o assalto. Com ele foram apreendidos uma pistola Glock calibre .40 e três carregadores. O outro bandido fugiu na moto usada na tentativa de roubo. A Divisão de Homicídios (DH) fez perícia no local.

A vendedora de lanches Maria Gorete Rodrigues de Souza, 56 anos, foi atingida de raspão no joelho direito. "Estava arrumando minhas coisas quando escutei os tiros. Fui me esconder e acabei baleada. Falei com minha amiga da banca: 'Fui atingida'. O segurança do instituto me ajudou, me levou para o setor de pediatria, onde o médico me examinou. Fiz os exames e, graças a Deus, não aconteceu nada grave", contou ela.

Quem passa diariamente pela região da Ilha do Fundão reclama dos frequentes assaltos. "A segurança está péssima. Minhas amigas já foram assaltadas várias vezes, pegando ônibus ou aqui dentro do campus mesmo. Fico apreensiva quando tenho que pegar o BRT", afirmou uma assistente administrativa da UFRJ.

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