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Pânico na Praça Seca

Traficantes e milicianos tocam o terror na Zona Oeste, e câmeras filmam tudo

Criminosos atravessam a Rua Cândido Benício fortemente armados
Criminosos atravessam a Rua Cândido Benício fortemente armados - Reprodução TV Globo

Moradores da Praça Seca, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, foram acordados mais uma vez com intensa troca de tiros entre criminosos de facção criminosa e milicianos, que disputam o controle da favela Bateau Mouche. O confronto começou na madrugada de ontem e só acabou de manhã. A guerra entre as quadrilhas já dura mais de dois meses. Imagens captadas pela TV Globo mostraram bandidos armados com fuzis e pistolas, atirando e também fugindo da Bateau Mouche, em carros, por volta das 7h, para a Favela da Chacrinha.

Os criminosos fecharam o trânsito na Rua Cândido Benício, a principal do bairro, apontando armas para motoristas. Um dos que correram usava roupa semelhante à farda da Polícia Militar, o que está sendo investigado.

Segundo a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), a prisão de Anderson Luiz dos Santos, o "Dande", que seria o chefe da milícia, em dezembro do ano passado, provocou uma disputa. Dande e Hélio Albino Filho, o "Lica", disputam o controle, com tiroteios entre a Bateau Mouche e Chacrinha.

A situação teria piorado na semana passada, quando uma facção criminosa teria conseguido invadir a Bateau Mouche com a ajuda de bandidos da Cidade de Deus. Uma moradora da comunidade, que pediu para não ser identificada, contou o drama que ela e vizinhos têm vivido nos últimos meses: "A situação é desesperadora na Bateau Mouche. Há cerca de dois meses começou uma guerra entre traficantes e milicianos e, desde então, os tiroteios são praticamente diários. Foi assim durante o Carnaval, também".

Os moradores também denunciam que, desde a prisão de Dande, o preço do gás de cozinha aumentou na região.

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