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Polícia investiga ação de milicianos

Corpos das 5 vítimas foram enterrados ontem

Parentes e amigos dão o último adeus a três das vítimas da chacina
Parentes e amigos dão o último adeus a três das vítimas da chacina - Luiz Nicolella / O São Gonçalo

A principal linha de investigação sobre a chacina que deixou cinco jovens mortos, no domingo, em Maricá, na Região Metropolitana do Rio, é a atuação de uma milícia. O crime aconteceu no Conjunto Residencial Carlos Marighella, do programa 'Minha Casa Minha Vida', em Itaipuaçu. Ontem, foram sepultados os corpos de Sávio de Oliveira Vitipó, de 20 anos, Marco Jhonata, de 17, e Patrick da Silva Diniz, no cemitério de Maricá.

Matheus Bittencourt, de 18, e Matheus Baraúna, de 16, foram sepultados em outras cidades. As vítimas foram executadas com tiros na cabeça, por pelo menos dois homens, que chegaram de moto. Os jovens eram organizadores de uma Roda Cultural de Rap e conversavam na Área de Convivência do condomínio quando foram mortos. Nenhum dos rapazes tinha passagem pela polícia.

Segundo investigadores, o grupo paramilitar estaria tentando proibir atividades na região e usou a execução dos jovens, que não tinham envolvimento com crimes, como exemplo a quem se opuser ao bando. "Esses caras usam a tática da intimidação, do terrorismo para que moradores aceitem suas ordens," disse um policial acostumado a lidar com milicianos.

No domingo, a titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), Bárbara Lomba, ordenou a investigação de milicianos. Ontem, centenas de moradores da cidade protestaram contra a violência.

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Parentes e amigos dão o último adeus a três das vítimas da chacina Luiz Nicolella / O São Gonçalo
Cinco mortos em Maricá Reprodução Facebook

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