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Novo tiroteio e mais uma morte na Rocinha

Confronto entre equipe do Bope e traficantes na localidade 199 assustou moradores

Márcio da Silva, pai de Matheus Duarte, carregou um quadro com a foto do filho do durante o enterro
Márcio da Silva, pai de Matheus Duarte, carregou um quadro com a foto do filho do durante o enterro - Luciano Belford

Pouco mais de 48 horas após a morte de oito pessoas na Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, a comunidade voltou a ter confrontos entre policiais militares e bandidos. Na manhã de ontem, segundo a Polícia Militar, a troca de tiros que assustou moradores aconteceu quando PMs do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) patrulhavam a localidade 199 e se depararam com criminosos. Durante o tiroteio, um homem, que seria traficante, foi baleado e levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu. Com o suspeito, os agentes encontraram um fuzil.

No Cemitério do Caju, a família de Matheus da Silva Duarte Oliveira, 19 anos, um dos oito mortos durante operação da PM na Rocinha sábado, deu o último adeus ao jovem. Sem nenhuma passagem pela polícia, ele foi morto com pelo menos três tiros de fuzil, segundo sua família. Um deles nas costas. Os parentes de rapaz afirmam que a polícia teria entrado na comunidade atirando, pouco após o fim de baile funk. "Eles (os PMs) foram à Rocinha para fazer uma chacina. Quero só que o Estado me dê uma resposta sobre quem matou meu filho", disse o pai do jovem, o cobrador Márcio da Silva Duarte, de 45. Integrantes do grupo de valsa do qual Matheus fazia parte foram ao enterro com a roupa usada nas apresentações.

Ontem, também foi enterrado o corpo de Júlio Morais de Lima, 22, outro morto na Rocinha sábado, no Cemitério do Catumbi.

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