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Lula deve se entregar hoje à Polícia Federal

Ex-presidente deixou passar prazo de apresentação voluntária dado por Sérgio Moro

Lula é abraçado por simpatizantes no Sindicato dos Metalúrgicos: ele permaneceu no prédio ontem à noite
Lula é abraçado por simpatizantes no Sindicato dos Metalúrgicos: ele permaneceu no prédio ontem à noite - Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende se entregar à Polícia Federal em São Paulo, segundo advogados da defesa, após uma missa em homenagem à falecida ex-primeira-dama Marisa Letícia, marcada para hoje, às 9h30 da manhã, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), onde ele se encontra desde o início da noite de quinta-feira. Dona Marisa faria hoje 68 anos.

O ex-presidente tinha até as 17h de ontem para se apresentar voluntariamente em Curitiba (PR), um dia após a expedição do mandado de prisão pelo juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, no processo do tríplex no Guarujá (SP), no qual Lula foi condenado 12 anos e um mês de reclusão, por corrupção.

Enquanto o prazo se esgotava, advogados e políticos ligados a Lula argumentavam que o ex-presidente não estava descumprindo nenhuma ordem judicial, já que a decisão de Moro dava a ale "a opção" de se apresentar em Curitiba e aproveitar as prerrogativas de ex-chefe de Estado, incluindo uma cela especial na PF, mas "não o obrigava". A 13ª Vara da Justiça Federal, onde Sérgio Moro está baseado, em Curitiba, esclareceu que o juiz havia dado "um prazo de oportunidade" para Lula, que, portanto, "não descumpriu ordem judicial".

A defesa alegou, também, que não foram esgotados os recursos no TRF-4, o tribunal de segunda instância, em Porto Alegre (RS).

Novo pedido no Supremo

Além de São Paulo e do Rio, atos pró-Lula ocorreram ontem em 22 estados e no Distrito Federal. Enquanto isso, a defesa do ex-presidente entrava no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido de suspensão da ordem de prisão. O ministro Edson Facchin foi sorteado para julgar o caso, mas ele pediu à presidente do STF, Cármen Lúcia, que defina quem será o relator. Até o fechamento desta edição nenhuma decisão havia sido tomada.

Centro do Rio tem ato

No Centro do Rio, milhares de manifestantes se reuniram na Candelária, ontem, por volta das 17h, quando, aos gritos de "Olé, olé, olá, Lula, Lula", seguiram em direção à Cinelândia. No apoio ao ex-presidente estavam representantes de movimentos sociais, sindicalistas e políticos de esquerda. A marcha levou o Centro de Operações da Prefeitura a realizar interdições de trânsito na Av. Rio Branco e na Av. Presidente Vargas.

STJ rejeita solicitação de habeas corpus

Enquanto simpatizantes de Lula se aglomeravam em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para um dia de protestos e discursos em defesa do ex-presidente, os advogados tentavam obter um habeas corpus, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. No entanto, o juiz Félix Fischer, responsável no STJ por processos da Lava Jato, negou o pedido. Dentro do sindicato, Lula, segundo fontes citadas pelo 'Estadão Conteúdo', disse que não se entregaria e teria acrescentado: "Que venham me pegar". O ex-presidente não se pronunciou publicamente ontem, mas, por meio da presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), agradeceu à multidão pelo apoio que estava recebendo. Gleisi disse que Lula decidiu ficar porque ainda aguarda as manifestações da ONU onde apresentou queixa de perseguição política e do Supremo Tribunal Federal (STF), em relação a recursos apresentados pela defesa.

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Lula é abraçado por simpatizantes no Sindicato dos Metalúrgicos: ele permaneceu no prédio ontem à noite Ricardo Stuckert
Lula apareceu em uma das janelas do Sindicato dos Metalúrgicos, nesta sexta AFP
São bernardo do Campo SP 06 04 2018 Lula agradece solidariedade popular no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. #LulaLivre. Foto: Ricardo Stuckert Ricardo Stuckert

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