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Transferência em massa

Seap remaneja um número recorde de 5,4 mil presidiários

Para aumentar a segurança, abrir vagas no sistema e reduzir a superlotação em parte de suas 51 unidades, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap) concluiu, ontem à noite, a maior transferência de presos já feita em seus presídios. Ao todo, a operação remanejou 5,4 mil detentos e envolveu 12 unidades prisionais no estado.

Entre os presos transferidos estão 98 detidos na Operação Lava Jato. A quantidade de celulares 350 aparelhos e de drogas, que ainda estavam sendo contabilizadas até o fechamento dessa edição, surpreendeu os agentes penitenciários que participaram da operação.

Os detentos saíram de seis unidades prisionais em Benfica, na Zona Norte do Rio, e no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste, e foram levados para outras seis unidades que ficam no mesmo complexo. Pelo menos 260 policias participaram da operação.

A medida cumpriu um decreto do interventor federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro, general Walter Souza Braga Netto, que trata da reestruturação organizacional da Seap, com a respectiva reclassificação de unidades.

De acordo com o secretário da Seap, David Anthony, a "norma visa um melhor gerenciamento das unidades". Anthony garantiu que presos de facções criminosas distintas e de regimes diferenciados não ficarão no mesmo ambiente. "Nem banho de sol e visitas serão juntos", afirmou o secretário.

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