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Justiça exige relatório sobre operação na Maré

Juíza também quer saber sobre cumprimento de liminar e plano de redução de riscos

O laudo do IML constatou que o tiro que atingiu o estudante não partiu do helicóptero da polícia
O laudo do IML constatou que o tiro que atingiu o estudante não partiu do helicóptero da polícia - Reprodução vídeo / Maré Vive

A Justiça determinou que o Chefe da Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa, apresente em 10 dias um relatório sobre a operação policial que terminou em confronto com traficantes e na morte do estudante Marcos Vinícius da Silva, de 14 anos, e de mais seis pessoas, no Complexo da Maré, na quarta-feira. A decisão é da juíza Ana Cecilia Argueso Gomes de Almeida, da 6ª Vara de Fazenda Pública do Rio. A família do menino e moradores da comunidade acusam policiais de terem disparado o tiro que o atingiu.

Também em 10 dias o secretário de Segurança de Segurança, general Richard Nunes, terá que prestar informações sobre o cumprimento da liminar concedida em junho de 2017, na ação civil pública movida pela Defensoria Pública estadual.

Na liminar, a juíza deu prazo de 180 dias para que o estado apresentasse um plano de redução de riscos e danos para os moradores durante operações na Maré.

Em sua decisão, porém, a juíza negou o pedido para que não sejam usados helicópteros em operações policiais no Complexo da Maré ou de impedir que sejam feitos disparos das aeronaves durante as ações. "Não cabe ao Poder Judiciário indicar uma determinada política de segurança pública a ser adotada pelo Poder Executivo ou impedir que a Secretaria de Segurança Pública realize a política por ela desenvolvida ou sua atividade de policiamento", disse a juíza em seu despacho.

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