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'No lugar errado e na hora errada'

Cerca de 80 pessoas acompanham enterro de família morta em chacina em Mangaratiba

Os corpos foram velados e enterrados no Cemitério da Praia do Saco
Os corpos foram velados e enterrados no Cemitério da Praia do Saco - Armando Paiva/

Foram enterradas ontem as seis vítimas da chacina ocorrida na madrugada da terça-feira, em Mangaratiba, na Costa Verde Fluminense. Os corpos de Michele Nunes da Silva, 37; Claudemir Pinto Francelino, 33; Rayane Nunes da Silva Garcia, 22; Bruno de Souza dos Santos (conhecido como Índio), 19; Rafael da Silva da Motta, 18; e Jonathan Nunes Muniz, 16, foram velados e enterrados no Cemitério Municipal da Praia do Saco.

"Foi uma tragédia, ele estava no lugar errado e na hora errada. Meu filho era trabalhador", disse o vendedor ambulante Valdemir Cruz Francelino, 52, pai de Claudemir. Ele contou que o filho trabalhava como mecânico e era casado com Michele há mais de dez anos. "Ele criou os filhos dela, eles todos se amavam muito, a dor é muito grande. Mas agora a única coisa que a gente pode fazer é enterrar", lamentou.

Cerca de 80 pessoas, entre familiares, amigos e vizinhos, estiveram na cerimônia. Os enterros aconteceram sob forte comoção. "Mataram minha família toda, eu só quero eles de volta", disse uma adolescente de 15 anos, irmã dos outros jovens mortos e que escapou da chacina porque não estava em casa. No crime, o único poupado foi um bebê de sete meses, filho de Rayane.

Cinco das vítimas foram assassinadas em casa, exceto Bruno, que era o alvo da chacina e tentou fugir, mas foi morto no telhado de um vizinho. Segundo o delegado Rodrigo Coelho, da 156ª DP (Mangaratiba), o crime provavelmente foi cometido por traficantes e a motivação seria o fato de Bruno estar vendendo drogas de forma independente, sem prestar contas para o chefe do tráfico local. A polícia ainda informou que a ficha criminal de Bruno possui várias anotações, entre elas tráfico de drogas e porte de armas.

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