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MP pede afastamento de Chefe da Polícia Civil

Denúncia é por irregularidades em contratos de R$ 19 milhões

MP pediu afastamento de Rivaldo Barbosa, chefe da Polícia Civil
MP pediu afastamento de Rivaldo Barbosa, chefe da Polícia Civil - Estefan Radovicz

O Ministério Público pediu ontem o afastamento imediato do delegado Rivaldo Barbosa da Chefia da Polícia. Isso porque, dias após a posse de Barbosa, a instituição fechou um contrato no valor de R$5,9 milhões com uma empresa de informática, dispensando a licitação, além de outras duas transações semelhantes, que ultrapassam R$ 19 milhões. Os contratos eram para prestação de serviços de informática.

O MP denunciou Barbosa, o ex-chefe de Polícia Carlos Augusto Leba e três delegados da cúpula da Polícia Civil por dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei. "Os setores administrativos da PCERJ procuraram criar uma atmosfera alarmante no Estado do Rio de Janeiro, divulgando na mídia que a 'Polícia Civil poderia parar' justamente para tentar justificar uma pseudo, fictícia situação emergencial, a justificar uma dispensa de licitação", afirmaram os autores da denúncia. Dois servidores de Tecnologia da Polícia e dois executivos das firmas contratadas também serão processados.

A acusação contra os delegados pegou de surpresa a Secretaria de Segurança Pública. Em comunicado, a pasta, que está sob intervenção federal e é comandada pelo general Richard Nunes, informou que estava aguardando "a notificação judicial para conhecer oficialmente o teor da denúncia". Em nota, a Polícia Civil argumentou que a "contratação foi feita em regime de emergência para que o banco de dados da polícia não fosse paralisado, o que geraria incalculáveis prejuízos ao trabalho da instituição e à prestação do serviço público essencial à sociedade".

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