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Bebê roubado nasceu com sífilis

Família da mãe quer a guarda da recém-nascida

Menina foi resgatada por policiais em Caxias e levada para hospital
Menina foi resgatada por policiais em Caxias e levada para hospital - divulgação/polícia civil

A família da grávida assassinada no município de Paraibuna, São Paulo, após sofrer cesariana forçada, quer a guarda do bebê. A criança, uma menina, foi recuperada pela polícia do Rio de Janeiro na Favela do Lixão, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, na manhã de sábado. O casal apontado como autor do crime foi preso no local e, segundo os investigadores, tinha planos de ficar com a recém-nascida. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Caxias, a bebê segue internado no Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo. A criança é portadora de sífilis congênita, conforme laudos de exames feitos na unidade.

A secretaria informou ainda que "o bebê já iniciou o tratamento para combater a doença". O hospital "aguarda os resultados de outros exames realizados na criança, mas que seu estado de saúde é estável". Ainda não são permitidas visitas por orientação da Justiça.

O tio da vítima, que preferiu não ser identificado, contou que já cuida de outros dois filhos da sobrinha. A jovem, segundo ele, era usuária de drogas, e chegou a ser internada em clínica de reabilitação por duas vezes. "Ela saiu de lá, e toda vez que tentei ajudá-la novamente e interná-la, ela fugia. Eu e minha mãe, avó dela, cuidamos das crianças. Agora, queremos muito ficar com o bebê e dar amor à criança. Não tem motivo de a Justiça não conceder a guarda para a gente", declarou o tio, que mora Em São José dos Campos, interior de São Paulo.

Ele pretende ir à Duque de Caxias esta semana para conhecer a bebê. "Assim que puder, irei esta semana. Minha mãe criou minha sobrinha porque os pais dela são falecidos há muito tempo. Ela não merecia isso, era uma boa menina, o problema era a dependência das drogas", lamentou.

Os suspeitos Nicolas Diniz e Maria Theresinha estão presos e responderão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e parto suposto, devido à tentativa de registro do bebê.

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