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Pedófilos vão pra jaula

Operação desbarata quadrilha de tarados que tinha até policiais

Preso na Operação Haziel é levado para a Cidade da Polícia
Preso na Operação Haziel é levado para a Cidade da Polícia - Estefan Radovicz

Uma operação de combate à pedofilia deflagrada pela Polícia Civil na Baixada Fluminense encontrou mais de 150 mil arquivos de conteúdo pornográfico com um único homem. A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Duque de Caxias prendeu 11 suspeitos na Operação Haziel, nome de um anjo protetor das crianças. Entre os presos há um policial militar reformado.

Os agentes cumpriram 29 mandados de busca e apreensão em Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Nova Iguaçu e Seropédica. Conforme os policiais encontravam conteúdo de pedofilia em dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores, os donos eram presos em flagrante. Foi o que aconteceu com o policial militar preso.

"Esse é um crime repugnante. Encontramos vários arquivos e vídeos em que menores são vítimas de estupros", disse a delegada Fernanda Fernandes, da Deam de Caxias. Até vídeos de sexo com bebês foram rastreados.

Alguns alvos da operação, segundo a polícia, fazem parte de uma rede internacional de pedofilia e vendem material no mercado clandestino. "Não temos como dizer, num primeiro momento, o número de vítimas. Nem se elas são conhecidas. Mas essas crianças e esses adolescentes já foram vitimadas pelo ato sexual. Quando esse criminoso armazena, vende e comercializa, pratica um novo crime", disse a titular da Deam de Caxias.

Segundo ela, geralmente os pedófilos são pessoas ligadas à família das crianças, que convivem e ganham a confiança delas antes de atacar e produzir o material. "Os criminosos têm vários perfis: trabalham, têm filhos, sobrinhos. A pedofilia não tem cara", alertou. Em cinco meses de investigações, os pedófilos foram rastreados na 'deep web' (rede profunda), parte da Internet usada por criminosos por ser de difícil monitoramento.

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