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Operação no Rio prende quadrilha de policiais

Delegado seria chefe do bando que tinha também PMs, bombeiros e agente penitenciário

Policiais e agentes do Gaeco estiveram ontem em vários endereços para prender os acusados
Policiais e agentes do Gaeco estiveram ontem em vários endereços para prender os acusados - Severino Silva

Com nome de galã de Hollywood, o delegado Rodrigo Santoro, da Polícia Civil, é acusado de chefiar um esquema criminoso que extorquia desde R$ 10 de feirantes a R$ 20 mil para liberar bandidos, como o irmão de Wellington Braga, o Ecko, o miliciano mais procurado do estado do Rio. Operação da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio, ontem, prendeu 44 pessoas, entre elas 23 policiais civis, cinco policiais militares, dois bombeiros e um agente penitenciário. Cinco procurados continuavam foragidos até o fechamento desta edição. Foram apreendidos cerca de R$ 65 mil de origem não declarada na casa dos suspeitos.

O braço-direito de Santoro seria o delegado Thiago Luis Martins da Silva, que era o titular da Central de Garantias da Polícia Civil, na Cidade da Polícia.

"Não temos como contabilizar o prejuízo que eles deram ao erário público e às vítimas. Também não temos ainda como contabilizar o quanto faturavam. Eles usavam gasolina, armas e viaturas da polícia", afirmou o promotor Michel Zoucas, do Gaeco.

Rodrigo Santoro trabalhou nas delegacias de Bangu (34ª), Santa Cruz (36ª) e na DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente) de Niterói. Ele se entregou à Corregedoria da Polícia Civil na tarde de ontem e foi levado para a cadeia de Benfica. Em depoimento, Santoro negou as acusações, assim como os outros acusados.

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