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Polícia caça atropelador da Estrada do Catonho

Investigadores apuram se motorista seria um bandido em fuga na Zona Oeste

Thamires, mãe das crianças, desabafa:
Thamires, mãe das crianças, desabafa: "Acabou com a minha família" - Severino Silva

A Polícia Civil já tem as imagens do carro que atropelou e matou uma avó e dois netos, na noite de quinta-feira, na Estrada do Catonho, em Jardim Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Um radar eletrônico da via também será analisado para ajudar na identificação do motorista que dirigia o carro no momento da tragédia. No atropelamento morreram Miriam Batista de Moura Graça, de 60 anos, e seus netos Raphael Coelho, de 4 anos, e Kaio Coelho, de 7. Eles serão sepultados hoje, às 11h, no cemitério de Ricardo de Albuquerque.

Investigadores da 33ª DP (Realengo), que apuram o caso, trabalham com duas hipóteses para o crime: a primeira é que o condutor seja um criminoso fugindo em um carro roubado ou de outros criminosos. A segunda linha de investigação é de que o motorista estava em alta velocidade, não teria percebido que os três atravessavam a rua e, assustado, fugiu do local, abandonando as vítimas.

"Ele (o motorista) podia ter socorrido eles. Eu não sei o que será daqui para frente", desabafou Cristiano Coelho, de 30 anos, pai de Raphael e Kaio, que iriam ontem para a casa dele, que é separado da mãe.

O marido de Miriam disse que, pelo local ter um alto índice de acidentes, pediu que ela não levasse as crianças. "Ainda falei com ela, deixa eles, pois a gente tem mais de 60 anos e não tem como correr atrás das crianças. O cara cortando todo mundo acabou pegando todos os três", lembrou.

Mãe pede a prisão do causador da tragédia

"Por favor, você que fez isso com a minha família, peço que se entregue. Só peço a Deus que você que se entregue", diz Thamires Batista Moura da Silva, 27 anos, mãe das crianças. "Eu espero que isso não aconteça com outra família. Foi a minha, mas pode acontecer com outras pessoas. A negligência matou a minha mãe e os meus filhos. Eu quero justiça", completou. No começo da manhã, Thamires publicou em seu perfil do Facebook um vídeo com uma colagem de fotos dos meninos e da mãe. A música escolhida foi Espera eu Chegar, de MC Kevin, que diz: "Que mundo é esse tão cruel que a gente vive? A covardia superando a pureza". Segundo ela, a canção era uma das preferidas dos filhos. "Eles eram crianças levadas, como qualquer menino daquela idade, mas eram muito amados. Eles amavam fotos, vídeos, cantar e eles diziam que me amavam muito", disse.

Moradores protestam

Um grupo de manifestantes fechou parcialmente a Estrada do Catonho, na altura da Rua Caratuva, na manhã de ontem, complicando o trânsito na região. Cerca de 60 pessoas protestaram em consequência da tragédia. Eles reclamaram da falta de sinalização no trecho, pediram iluminação e uma passarela. Segundo os moradores, o problema é antigo e outros acidentes já aconteceram no local.

Traficantes e milicianos

Próximo do local do acidente fica o Morro do Jordão, localidade que é controlada atualmente por uma milícia. No entanto, naquela região há uma intensa disputa entre traficantes e milicianos para o controle da comunidade. Uma das linhas de investigação da Polícia Civil é descobrir se algum traficante ou miliciano em fuga teria sido o responsável pela morte da avó e dos dois netos.

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