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Homem é morto em tiroteio na Zona Norte e busão da região é queimado

Já é o décimo nono caso de incêndio de ônibus na capital só este ano

Grupo interceptou ônibus da linha 472 (Triagem-Leme) na Rua Dr. Garnier e ateou fogo. Ninguém se feriu
Grupo interceptou ônibus da linha 472 (Triagem-Leme) na Rua Dr. Garnier e ateou fogo. Ninguém se feriu - Foto enviada para o Zap Zap do Meia Hora

Um homem morreu durante um tiroteio entre policiais e traficantes, na tarde de segunda-feira, nas proximidades do Condomínio Morar Carioca, em Triagem, na Zona Norte do Rio. De acordo com a Polícia Militar, ele chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu aos ferimentos.

Um vídeo postado nas redes sociais mostra o rapaz caído no meio da rua. Próximo a ele, duas mulheres, que parecem parentes, tentam prestar socorro, mas têm que se proteger dos tiros. Logo depois, vários PMs aparecem, uma viatura encosta próximo e os policiais jogam na caçapa o rapaz, que aparentemente já está morto, enquanto mulheres são afastadas.

Ainda de acordo com a PM, o homem portava uma pistola calibre 9mm quando foi encontrado. No vídeo postado na internet não é possível ver nenhuma arma próximo ao corpo.

Após a notícia da morte do rapaz, um grupo de pessoas ateou fogo em um ônibus da linha 472 (Triagem x Leme), na Rua Dr. Garnier. O Corpo de Bombeiros foi acionado para combater as chamas, mas o veículo foi totalmente queimado. A PM disse que reforçou o policiamento na região.

O Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) disse que com este caso já são 19 ônibus incendiados na capital somente em 2018.

A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado (Fetranspor) disse que esse é o terceiro ataque a ônibus em menos de um mês na Zona Norte e que desde 2016, 56 ônibus foram destruídos em 28 bairros da região, que lidera o ranking de ataques. Também desde 2016, segundo a Federação, 174 ônibus foram atacados em atos criminosos e manifestações em todo o Estado.

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O grupo também é investigado por tomar bens e veículos de outras vítimas, inclusive as investigações apontam que a quadrilha abriu uma concessionária para a venda de automóveis extorquidos de quem devia aos criminosos.

O líder do grupo, que não teve o nome divulgado ainda, é proprietário de diversas empresas especializadas em venda de produtos veterinários e agropecuários. A Draco diz que elas estão em nome de laranjas, que seriam funcionários das próprias empresas. O real proprietário figura como "procurador".

Informações obtidas através de análises a relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) apontaram que em algumas dessas empresas ocorreram transações com cheques emitidos por pessoas jurídicas de diferentes ramos, que não condizem com a atividade exercida pelas empresas investigadas.

Apenas uma das empresas investigadas movimentou valor superior a R$ 47 milhões, entre junho e novembro de 2015, o que indica a prática do crime de lavagem de dinheiro. A operação teve o apoio de fiscais da Secretaria de Fazenda (Sefaz), de agentes da Polícia Judiciaria da Força Nacional de Segurança Pública e da Inteligência da Secretaria de Segurança.

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Grupo interceptou ônibus da linha 472 (Triagem-Leme) na Rua Dr. Garnier e ateou fogo. Ninguém se feriu Foto enviada para o Zap Zap do Meia Hora
Dinheiro, relógios e armas foram apreendidos nos locais onde a especializada fez busca e apreensão Philippe Lima/ Seseg / Divulgação

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