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Diploma de araque a rodo

Quadrilha teria movimentado R$ 700 milhões nos últimos 5 anos

A Delegacia de Defraudações (Ddef) realizou ontem uma operação de combate à emissão de diplomas escolares falsos, distribuídos para pessoas que não concluíram os estudos e que usavam os documentos falsos para ingressar em universidades, prestar concursos públicos e tentar empregos em várias partes do país. Os supostos formandos chegaram a ter os nomes publicados no Diário Oficial do Estado do Rio (DOE).

"Pode ser que tenhamos policiais, médicos, engenheiros, que nunca cursaram o Ensino Médio. É um prejuízo irreparável; muitas pessoas caíram no golpe", disse Patrícia Aguiar, delegada titular da Ddef.

A Operação Nota Zero, contou com mais de 110 policiais civis. As buscas e apreensões foram feitas em escolas e residências de donos, diretores e funcionários de colégios no Centro, nas Zonas Sul, Norte e Oeste, além de Duque de Caxias, Belford Roxo e Nilópolis, na Baixada Fluminense. Segundo os policiais, o grupo movimentou cerca de R$ 700 milhões, nos últimos cinco anos, com a emissão de 350 mil diplomas. Acredita-se que o esquema funcionava há cerca de 10 anos.

Entre os alvos estão um oficial reformado da PM, sócio e diretor de uma das escolas investigadas e que já tem oito anotações criminais, inclusive por associação criminosa e falsidade ideológica; um ex-conselheiro do Conselho Estadual de Educação, que, além de dono de uma das escolas, participava das votações que autorizam ou não o funcionamento de unidades de ensino no Estado.

Também são alvos funcionários das escolas, que assinaram e atestaram serem legítimos os documentos fraudados.

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