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Menor é morto durante operação no Alemão

Armas de sete PMs são apreendidas pela Delegacia de Homicídios e enviadas à perícia

Anderson Cardoso tinha 17 anos
Anderson Cardoso tinha 17 anos - Reprodução Internet

As armas de sete policiais militares foram apreendidas ontem pela Delegacia de Homicídios (DH) da Capital e serão enviadas para perícia. O objetivo é saber se algum deles foi o autor do disparo que matou o adolescente Anderson Cardoso, de 17 anos, na manhã de ontem, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. Não foi encontrada arma com o jovem, que, segundo testemunha, teria sido executado.

"A testemunha relata que ele (Anderson) acordou e subiu na laje. Nesse momento, os policiais teriam pedido para ele pular. Ele pulou e os agentes teriam feito um disparo", relatou um agente da DH, responsável pela investigação, que preferiu não se identificar. O corpo do jovem foi encaminhado para o IML, para exame de necropsia.

O comando da UPP Nova Brasília informou que PMs em patrulhamento pela comunidade foram recebidos a tiros nessa localidade e houve confronto. Após o fim do tiroteio, uma pessoa do sexo masculino foi encontrada morta, com marcas de ferimentos. "Nas proximidades do corpo havia um artefato explosivo de fabricação caseira", destacou a corporação na nota. Até a noite de ontem, os sete PMs, que não tiveram os nomes revelados, prestavam depoimento na sede da especializada.

De acordo com uma publicação do 'Coletivo Papo Reto' no Facebook, o rapaz era morador da localidade conhecida como 'Predinhos da Sem Saída', e, segundo relatos, a mãe teria presenciado a morte do filho.

Um suspeito foi ferido na ação

Um suspeito ficou ferido e foi socorrido para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. Até a noite de ontem, não havia informações sobre seu estado de saúde. Uma pistola foi apreendida na ação.

Nas redes sociais, além de fotos da mãe chorando ao lado do corpo de Anderson, foram postados vídeos que mostram o blindado branco da UPP, conhecido como 'Caveirão da Paz', amassando as laterais de carros estacionados nas vielas da comunidade. A corporação não respondeu se deve arcar com o prejuízo dos donos dos veículos. Moradores também fizeram postagens relatando o medo por conta dos tiroteios. "1º de outubro de 2018 começando com muitos tiros em algumas áreas do Complexo do Alemão. É disso que estamos falando, aqui não existe lei. Aqui pé na porta é normal, escolas fechadas também", escreveu uma moradora, na internet.

Galeria de Fotos

Anderson Cardoso tinha 17 anos Reprodução Internet
Durante a operação policial no Alemão, patrulhas da PM montaram guarda na Avenida Itararé Estefan Radovicz

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