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Militar é assassinado em tentativa de assalto ao deixar filha na escola

Subtenente da Marinha é morto por ladrões com a própria arma em Itaboraí

Por Meia Hora

Publicado em 05/10/2018 03:00:00 Atualizado em 05/10/2018 14:17:14
A esposa do militar disse que trocou mensagens pelo WhatsApp, mas depois marido parou de responder

Subtenente da Marinha, Edson de Souza Maia, de 49 anos, foi assassinado durante um assalto, na terça-feira, em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio. O militar tinha acabado de deixar a filha de 12 anos na escola, no bairro Retiro São José, quando foi abordado por criminosos. Ele saiu no braço com os bandidos, mas acabou tendo a arma, uma pistola calibre 9mm, tomada pelos vagabundos, que a usaram para atirar nele. De dentro da escola, a filha do suboficial ouviu os tiros sem saber que a vítima era o pai. Os bandidos fugiram com a arma, o carro, uma Fiat Uno, e os pertences do militar.

Antes de deixar a filha na escola, Edson havia levado a mulher, a técnica em saúde bucal Viviane Carla da Silva Amaro, de 40 anos, para uma consulta no Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins, Zona Norte do Rio. Ao ouvir os tiros, a filha do casal telefonou para a mãe.

"Liguei para o colégio e não souberam dizer se era ele ou não. Mandei mensagem para a minha filha dizendo que seria a próxima a ser atendida e que ela poderia ficar tranquila porque não tinha acontecido nada com o pai dela. Tentei falar com ele. Liguei, mandei mensagens no WhatsApp e nada. Fiquei aflita porque ele não era de ficar sem responder. Liguei para uma amiga que tem a filha na mesma escola. O marido dela foi na rua e reconheceu meu marido", conta a mulher, emocionada. Edson será sepultado na sexta-feira, no Cemitério de Bongaba, em Piabetá, na Baixada Fluminense.