Geral

Biólogo de Rondônia monta insetário para ajudar acervo do Museu Nacional

Primeira caixa chega ao Rio em duas semanas. Professor quer que projeto seja anual

Por Nathalia Duarte

Publicado em 29/01/2019 17:56:44
Coleção de insetos feita pelos alunos

O incêndio que atingiu o Museu Nacional, em São Cristóvão, em setembro do ano passado, destruiu a maior parte do acervo do local. Sensibilizado pela tragédia, o biólogo Gabriel C. Vilardi — professor do curso de Gestão Ambiental da Universidade Federal de Rondônia (Unir) — decidiu montar um insetário e doá-lo ao museu. Para isso, contou com a ajuda de outros professores e alunos.

São os alunos da disciplina Estudos da Fauna e Flora que capturam os insetos e fazem a montagem. Parte desse material está a caminho do Rio de Janeiro.

"O insetário da Unir tem cerca de 200 espécies. Parte dele eu doarei anualmente ao Museu Nacional. A caixa entomológica (caixa de insetos) que estou enviando desta vez tem 34 indivíduos pertencentes a 32 espécies diferentes. Uma quantidade absurdamente pequena se comparada ao acervo original do Museu Nacional, mas compatível com nossa mão de obra", explica Vilardi.

A ideia do professor é que esse projeto seja permanente e que, a cada ano, o número de espécies presenteadas aumente. Esta primeira caixa, com os 34 insetos, chegará ao Rio em duas semanas, de acordo com Vilardi:

"A intenção é aumentar o número de exemplares enviados para 2019 e manter uma doação anual. É apenas o início do projeto, com o objetivo de intensificarmos o trabalho".

Sendo o maior museu de história natural do Brasil, o Museu Nacional tinha um acervo de 20 milhões de itens, como fósseis, múmias, peças indígenas e livros raros. A iniciativa do professor mostra que pequenos atos podem ajudar a reconstruir um grande tesouro, basta cada um fazer o que está ao seu alcance.