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No Dia Internacional da Mulher, poucos motivos para comemoração no país

Violência doméstica aumenta cinco vezes em apenas um ano e preocupa

Violência doméstica
Violência doméstica -

No Dia Internacional da Mulher, nesta sexta-feira, as brasileiras têm poucos motivos para comemorar. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TRJ-RJ), só no ano passado foram abertos 10.434 processos por violência doméstica — cerca de 28 ataques por dia ou um a cada 50 minutos.

Os números de 2018 foram cerca de cinco vezes maiores que os de 2017, quando foram ajuizadas 2.169 ações. Para especialistas, porém, os números não refletem a realidade, já que, apesar dos últimos avanços da lei na punição dos agressores, muitos casos não chegam à Justiça porque as vítimas têm medo.

Em dois dos últimos casos registrados no estado, duas vítimas foram torturadas e espancadas por ex-companheiros, na Baixada Fluminense. Os dois agressores foram presos. Em Duque de Caxias, a professora Rosana Silva, de 36 anos, foi torturada e agredida por cerca de 12 horas na casa do namorado, Davidson Gomes, de 32. O caso teria acontecido no dia 17 de fevereiro. Ela teve o o nariz quebrado e o tímpano perfurado, além de sofrer hematomas por todo o corpo. Davidson foi preso em seu trabalho, na semana passada.

Violência doméstica - Arte Kiko

Em depoimento, a professora contou que foi atacada a socos, pontapés e tapas no rosto. O casal estava junto havia dois anos e tem um bebê de 10 meses. O ataque teria sido motivado porque a mulher levou o filho do casal à praia e ele cismou que ela havia

ido se encontrar com outro homem. A vítima revelou que já havia sido agredida violentamente pelo companheiro outras três vezes e, numa delas, até um cachorro teria sido usado pelo excompanheiro, para mordê-la.