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Hospitais municipais e estaduais também passam por problemas estruturais

Unidades já sofreram com incêndios, inundações, infiltrações e dificuldades de locomoção, e dificilmente há reestruturação

Defensoria Pública do Rio de Janeiro poderá utilizar o programa por 60 meses
Defensoria Pública do Rio de Janeiro poderá utilizar o programa por 60 meses -
Rio - Além dos problemas na estrutura do Hospital Federal de Bonsucesso, apresentadas em relatório da Defensoria Pública da União em setembro de 2019, unidades municipais e estaduais também operam com graves dificuldades estruturais, segundo avaliação da Defensoria Pública do Rio de Janeiro. Unidades como o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Zona Oeste, e hospitais de campanha apresentaram sérios problemas referentes ao risco de incêndio.
Em novembro de 2018, a emergência do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, pegou fogo e, desde então, segue interditada. Em abril de 2019, menos de seis meses depois, a estrutura sofreu com uma inundação, que tomou corredores e espaços de internação de pacientes. No começo do mês, a estrutura passou por um princípio de incêndio por conta de um curto-circuito. 
A subcoordenadora de Saúde e Tutela Coletiva da Defensoria, Alessandra Nascimento, afirma que, logo depois da notificação do curto-circuito, oficiaram a RioUrbe e pediram vistoria do Corpo de Bombeiros no hospital. "É uma unidade um pouco antiga e vemos dificuldade pelo tipo de estrutura que tem, já que o prédio é um pouco antigo. Também por ser um prédio próximo à área de mar, tem problemas estruturais graves", afirma.
Durante a pandemia, Alessandra recebeu denúncias sobre problemas de fiação descapada nos hospitais de campanha do Maracanã e Friburgo, que sequer chegou a funcionar. O material recebido reportava risco de incêndio porque a fiação estava desprotegida, por conta da forma como as tendas das estruturas eram colocadas. Segundo ela, não foi possível fazer a vistoria porque as unidades foram desmontadas rapidamente, mas destaca que, a partir da denúncia, consegue afirmar que incendiaria fácil.
Além de possibilidades de incêndio e inundação, a Defensoria também avalia outras condições menos graves, mas que também merecem o devido acompanhamento. No Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, salas com materiais esterilizados sofriam com infiltração em 2019. Tanto a Secretaria Estadual de Saúde quando o Iabas, organização social responsável pela gestão à época, foram oficiadas, mas mesmo após a realização de obras no local, ainda havia infiltração decorrente do vazamento de ar condicionado. Também foram notificados de problemas nos elevadores do Hospital Pedro Segundo e problemas gerais em hospitais municipais de Conceição de Macabu e Cabo Frio.