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Prefeitura anunciará 10 dias de atividades apenas essenciais para combater a covid-19

Paes quer antecipar feriados de abril

Sem máscara no calçadão
Sem máscara no calçadão -
Rio - O enfrentamento à pandemia de coronavírus no Rio de Janeiro têm dividido os gestores das cidades do estado. Em reunião na sexta-feira no Palácio Guanabara, os prefeitos Eduardo Paes e Axel Grael, de Niterói, defenderam medidas mais duras para conter o avanço da covid. Do outro lado, os demais prefeitos não chegaram a um consenso. Paes já adiantou que quer antecipar os feriados de abril, o que daria 10 dias sem atividades, abrangendo apenas serviços essenciais.
"Na segunda (amanhã) espero anunciar novas medidas em consonância com o governo do estado. Na cidade do Rio elas virão. Nosso foco é na Ciência e em salvar vidas. Entendemos a complexidade das nossas decisões mas esse é um momento de solidariedade e empatia", escreveu Paes no Twitter. Neste domingo haverá outra reunião entre prefeitos e Cláudio Castro, governador em exercício, que se reuniu neste sábado com empresários.
Confusão em praia
Uma confusão envolvendo um banhista, uma ciclista e agentes da Guarda Municipal chamou a atenção de quem passava pela orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na manhã deste sábado (20). A briga começou quando a Guarda Municipal abordou um homem na areia e sem máscara, por volta das 13h. Em flagrante feito pela equipe do jornal O DIA, é possível ver que o homem, contrariado, discutiu com os agentes. Apesar de não estar com nenhuma mercadoria, ele dizia ser ambulante. Uma mulher interpelou os guardas e passou a apoiar o homem. Vale ressaltar que, de acordo com o novo decreto, está proibido o exercício de qualquer atividade econômica, incluindo-se o comércio ambulante fixo e itinerante. A confusão terminou com a mulher levada à delegacia por desacato, após xingar agentes da GM.

"Eu trabalho na praia, preciso sustentar minha família. Você (referindo-se ao agente) tem seu salário todo mês, eu não. Minha família está em casa e eu trabalho na praia. Não quero esmola, eu quero trabalhar. Por que não posso trabalhar?". 
No calçadão, a discussão continuou e uma mulher que passava pelo local de bicicleta se envolveu na confusão e acabou sendo levada por agentes da Guarda Municipal e conduzida a 13ª DP (Ipanema) após desacatá-los. Sem máscara ela gritava: "Deixa ele, vai embora, praga. O cara quer trabalhar". O caso foi registrado na unidade policial.

Mesmo com a confusão, a manhã do primeiro dia do decreto que proíbe a permanência nas areias e banho de mar, foi de praias vazias na Zona Sul do Rio. No entanto, no calçadão a movimentação continuou intensa e com muitas pessoas sem máscara.

Equipes da Guarda Municipal seguem fazendo a fiscalização na orla. Na praia do Arpoador, poucas pessoas se arriscaram a entrar no mar. Um casal tentou sentar na areia, mas logo foram abordados pelos agentes da Guarda Municipal. Não houve resistência por parte dos banhistas. 
Proibições na cidade do Rio
I - a permanência de indivíduos nas areias das praias, em qualquer horário, incluindo-se a prática de esportes, o banho de mar e o exercício de qualquer atividade econômica, incluindo-se o comércio ambulante fixo e itinerante e a prestação de serviço de qualquer natureza;
II - a entrada de ônibus e demais veículos de fretamento no Município, exceto aqueles que prestem serviços regulares para funcionários de empresas ou para hotéis, cujos passageiros comprovem, neste caso, reserva de hospedagem;
III - o estacionamento de veículos automotores em toda a orla marítima, exceto para os moradores, idosos, portadores de necessidades especiais, hóspedes de hotéis e táxis;
IV - utilização das pistas de rolamento das avenidas Delfim Moreira, Vieira Souto e Atlântica e de ambos os sentidos das pistas de rolamento do Aterro do Flamengo como áreas de lazer.