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Rio registra 870 pacientes na fila de espera por leito de UTIs e enfermarias

Dados da Secretaria Estadual de Saúde também mostram que 16 municípios atingiram a capacidade máxima de leitos de UTIs para covid-19

Rio registra 870 pacientes na fila de espera por atendimento para covid-19
Rio registra 870 pacientes na fila de espera por atendimento para covid-19 -
Rio - A espera de pacientes que precisam de atendimento em UTIs e enfermeiras para covid-19 segue alta em todo o estado do Rio. Nesta sexta-feira, a fila chegou a 870 pessoas aguardando por uma vaga, desses, 634 são de UTIs, e 236 de enfermaria. O número é o maior registrado desde 15 de maio de 2020, segundo o Painel Covid-19, da Secretaria Estadual de Saúde. Na quinta-feira, o estado registrou 602 na fila por leitos de UTI
Em uma coletiva realizada na quinta-feira, o governador em exercício do Rio, Cláudio Castro, anunciou a abertura de mais de 900 leitos nas próximas duas semanas. Segundo o governador, serão abertas vagas nas redes federal, estadual e privada. Na federal, Castro afirmou que são mais 560 leitos; 200 na estadual e 180 na privada. A expectativa do governo estadual é de que a abertura de leitos diminua a taxa de ocupação no Rio.
Castro também pediu que a população colabore e evite sair durante o período de dez dias de medidas mais restritivas no estado.
Ainda segundo os dados da Secretaria Estadual de Saúde, atualmente, 16 municípios estão com 100% da ocupação dos leitos de UTIs para covid-19. 
1. Bom Jesus do Itabapoana
2. Iguaba Grande, 200%
3. Itaguaí
4. Itaperuna
5. Miguel Pereira
6. Miracema, 117%
7. Nova Friburgo
8. Paraíba do Sul
9. Quissamã, 110%
10. Rio das Ostras, 109%
11. São João de Meriti, 157%
12. Sapucaia
13. Saquarema
14. Seropédica
15. Teresópolis
16. Vassouras
Capital fluminense identifica aumento de novos casos de variantes
O Rio identificou 129 casos das novas variantes do coronavírus somente esta semana, sendo 123 de moradores da cidade. Os dados não dizem respeito exatamente a infecções ocorridas nos últimos sete dias, mas aponta uma circulação bem maior de variantes este mês na capital. Ao todo, foram registrados 183 casos desde que as variantes começaram a circular.
No boletim epidemiológico do dia 11 de março, o número de casos das novas cepas estava em 43. Em duas semanas, o número triplicou.
O aumento no número de registros de casos de novas variantes se deve, em grande parte, a um maior investimento nas pesquisas. Além da Fiocruz e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade de São Paulo (USP) também tem observado a movimentação das cepas no Rio. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, explicou que 83% do total das novas variantes é da P.1., identificada primeiro em Manaus.
O município do Rio, na sexta-feira, registrou ocupação de 95% das UTIs e 88% em enfermaria. Segundo o Painel Covid-19 do município, são 1.309 internados e 160 pessoas aguardam por um leito na rede de saúde pública.