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Caso Henry: Defesa do vereador Jairinho pede adiamento da reconstituição

Advogados alegam que a mãe do menino está em "grave estado de depressão"

Jairinho e Monique em entrevista ao Domingo Espetacular
Jairinho e Monique em entrevista ao Domingo Espetacular -
Rio - A defesa do vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e da mulher Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, entrou com pedido de adiamento da reprodução simulada que estava prevista para esta quinta-feira (1).
De acordo com os advogados do casal, Monique está em "grave estado de depressão" e, por isso, pediu que uma nova data seja marcada para depois do dia 12 de abril. Na petição, a defesa também pediu um laudo de ruído ambiental - em virtude do barulho de uma possível queda da cama, enquanto o casal assistia televisão no quarto ao lado.
Além disso, pediram também a participação de um assistente técnico contratado pelo casal e realizaram um outro requerimento em relação à perícia de celulares, pela suposta 'ausência de lacre'.
O delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), no entanto, ainda não decidiu se vai atender o pedido.
Relembre o caso
O menino morreu no último dia 8, após ser deixado na casa da mãe, Monique Medeiros, pelo pai da criança, Leniel Borel. Pai e filho tinham passado o fim de semana juntos e durante a madrugada, a mãe e o padrasto, o vereador Doutor Jairinho, encontraram a criança desmaiada no chão do quarto do casal. Ele foi levado a um hospital na Barra da Tijuca, onde teve a morte constatada.
"O nosso papel como defesa do pai não é incriminar A ou B, é saber a verdade. Por que o menino morreu daquele jeito? Daquela forma?", disse Leonardo Barreto. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou diversas lesões pelo corpo da criança, infiltrações hemorrágicas nas partes frontal, lateral e posterior da cabeça, contusões no rim, no pulmão e no fígado. A causa da morte seria "hemorragia interna causada pelo rompimento do fígado".