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Espaço Rosa oferece atendimento humanizado a vítimas de câncer em SG

'O acolhimento faz toda a diferença e ajuda muito no tratamento', disse Tânia Loyola, diretora do Espaço Rosa, que também fabrica e doa perucas às pacientes que perdem cabelos

Pacientes recebem apoio psicológico, peruca e orientações sobre como usar acessórios na cabeça caso percam os cabelos durante o tratamento
Pacientes recebem apoio psicológico, peruca e orientações sobre como usar acessórios na cabeça caso percam os cabelos durante o tratamento -
SÃO GONÇALO - Com atividades que vão além da prevenção e do tratamento do câncer de mama, o Espaço Rosa se tornou referência na cidade por trabalhar também a autoestima das mulheres gonçalenses com a distribuição gratuita de perucas, confeccionadas a partir de doações de cabelos. Para isso, a unidade municipal conta com a empatia e a solidariedade da população.
Para doar, não é necessário nenhum tipo de preparo: o local recebe as madeixas, mas também possui parceiros para realizar o corte, caso o doador não leve o cabelo cortado. O funcionamento é das 7h às 18h30. Como são necessários vários itens para a produção das perucas, como cola, fita e touca, a unidade também aceita doações desses materiais.
As perucas confeccionadas são destinadas às mulheres com câncer que passam pelo processo de queda capilar. As pacientes que fazem químio ou radioterapia passam por um acompanhamento do Espaço Rosa, que inclui o apoio psicológico e rodas de conversas com outras pacientes na mesma situação, numa troca de experiências que as faz se sentirem menos sozinhas durante o processo de cura. Durante esse período, algumas mulheres “assumem” a careca, enquanto outras optam por utilizar um lenço ou turbante, e recebem um tutorial de como utilizar o acessório. De cabeça coberta ou não, todas as gonçalenses nesta situação podem procurar a unidade e receber atendimento.
“Quando você trabalha na área da saúde e se coloca no lugar do outro, trabalha com prazer e trata com carinho essas mulheres, levantando sua autoestima. Com acolhimento certo, essa paciente consegue entender que o que está passando é um período e vai acabar! O mais importante não é o cabelo, mas estarem bem consigo mesmas. O trabalho humanizado faz toda a diferença e ajuda muito no tratamento”, disse Tânia Loyola, diretora do Espaço Rosa.
Tereza de Lima, de 52 anos, conheceu o serviço de doação de perucas da unidade municipal através de amigas. Recentemente, ela foi convidada para ser madrinha do casamento de amigos e decidiu usar peruca. “Os noivos estão esperando o fim da pandemia para remarcar a data, mas minha peruca já está garantida. Escolhi com muito carinho e amei o resultado”, afirmou a paciente.
Maria da Conceição Coelho, 72 anos, também optou pela peruca. Com a ajuda da responsável pela confecção do acessório, a paciente escolheu o modelo ideal para seu formato do rosto. “Acredito que a peruca vai aumentar minha autoestima, além de ser uma importante aliada para o meu tratamento contra o câncer, já que me senti belíssima com meu novo visual”, contou ela.
Já Zuleica Rangel, de 43, optou pelo turbante por acreditar ser um acessório mais prático. “Posso escolher um modelo para cada roupa que estou usando no dia. Estou procurando diversos modelos de turbante e já aprendi a fazer alguns tipos de amarração. Estou amando”, revelou.