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O que se sabe sobre a suposta ligação entre Jeffrey Epstein e Luciana Gimenez

Por Agência Estado

Publicado em 10/02/2026 11:54:44

O nome de Luciana Gimenez entrou nos assuntos mais comentados nas redes sociais nessa segunda-feira, 9, após aparecer em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos ligados ao caso Jeffrey Epstein. Os arquivos citam transferências financeiras de até US$ 12 milhões, cerca de R$ 62 milhões, em que a apresentadora aparece como destinatária.

Os registros apontam movimentações datadas de 2014, 2018 e 2019. Além disso, também aparecem nos documentos os nomes de dois filhos da apresentadora.

Apesar da repercussão, o material não detalha a origem dos valores nem informa de qual conta partiram as transações. Os documentos também não trazem qualquer indicação direta de que as movimentações tenham relação com Epstein ou com crimes atribuídos ao bilionário.

Até o momento, não há informação de que Luciana Gimenez seja investigada formalmente no caso.

O que diz a apresentadora

Diante da associação do nome ao caso, Luciana Gimenez publicou um comunicado no Instagram negando qualquer ligação com Jeffrey Epstein. Segundo a nota, ela afirma que nunca conheceu o bilionário e que não teve contato pessoal, profissional ou financeiro com ele.

A apresentadora também informou que procurou o Deutsche Bank Trust Company Americas, instituição onde mantinha conta no exterior, para entender por que seu nome foi incluído nos registros divulgados e disse aguardar resposta.

O Estadão procurou o Deutsche Bank, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

De acordo com o comunicado de Luciana, as informações preliminares repassadas pelo banco indicam que os dados teriam sido solicitados pelo governo americano por períodos específicos, "sem qualquer seleção individualizada" e sem que houvesse ligação direta entre os nomes citados e o caso Epstein.

Na nota, a apresentadora afirma ainda que os documentos foram publicados sem contextualização e que, por isso, seu nome teria aparecido junto ao de outros clientes que fizeram operações financeiras na mesma época.

O comunicado diz que as movimentações atribuídas à apresentadora seriam transferências internas, feitas da conta de investimentos dela para outra conta pessoal em seu nome. Segundo a nota, por se tratar de dados antigos, o banco estaria reunindo as transações para comprovar a origem das movimentações.

Ao final, Luciana Gimenez declarou que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

O caso Jeffrey Epstein

Jeffrey Epstein começou a ser investigado em 2005, após a polícia de Palm Beach, na Flórida, abrir apuração a partir do relato da família de uma adolescente de 14 anos. O FBI entrou no caso e reuniu depoimentos de outras jovens, que afirmaram terem sido contratadas para realizar "massagens sexuais" para o bilionário.

Apesar das denúncias, Epstein firmou um acordo judicial que evitou um processo federal. Ele se declarou culpado de acusações estaduais de prostituição envolvendo menores de idade e foi condenado a 13 meses de prisão. Mais de uma década depois, em 2019, um juiz da Flórida considerou que o acordo era ilegal e Epstein foi preso em julho daquele ano.

Em 10 de agosto de 2019, ele foi encontrado morto em uma cela de uma prisão federal em Nova York. A autópsia concluiu que ele tirou a própria vida.

Após sua morte, milhões de páginas de e-mails relacionados ao bilionário vêm sendo divulgadas. Os arquivos trazem revelações sobre relações e negócios de Epstein com pessoas famosas, e mostram outros crimes que teriam sido cometidos. Pessoas como Donald Trump, Elon Musk e o ex-príncipe britânico Andrew, irmão do rei Charles III, são citadas.

Outros brasileiros são citados?

Novos documentos, divulgados na semana passada, revelam que Epstein tinha interesse em fechar negócios com Eike Batista, empresário e ex-bilionário brasileiro. Batista teria se encontrado com Ian Osborne, um emissário do americano, 12 vezes em 2012. Não há menções a encontros entre Epstein e Eike. O brasileiro não foi implicado nas acusações de crimes sexuais pelas quais o financista foi condenado.

Além de Eike, a ex-mulher dele, Luma de Oliveira, foi mencionada por Epstein em troca de e-mails em que conversavam sobre o interesse do bilionário em mulheres brasileiras.

Eike Batista afirmou ao Estadão não se lembrar de Ian Osborne nem dos encontros com ele. O empresário reiterou o teor da nota que divulgou anteriormente sobre o tema. "O empresário Eike Batista não conhece, nunca conversou ou trocou mensagens com Epstein", diz.

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