Geral

O Mistério do Príncipe do Bará - a Oração do Negrinho e a Ressurreição de Sua Coroa Sob o Céu Aberto do Rio Grande

Por Meia Hora

Publicado em 15/02/2026 00:00:00 Atualizado em 15/02/2026 00:00:00

Ê, Bará, ê, Bará, ô!

Quem rege a sua coroa, Bará?

É o rei de Sapaktá

Aláfia do destino no Ifá!

Tem mistério que encandeia

Pro batuque começar

Sou mistério que encandeia

Pra Portela incorporar

Vai, negrinho, vai fazer libertação

Resgatar a tradição onde a África assenta

Ô, corre gira, vem revelar o reino de Ajudá

O Pampa é terra negra em sua essência

Alupo, meu senhor, alupô!

Vai ter xirê no toque do tambor

Alumia o cruzeiro, chave de encruzilhada

É macumba de Custódio no romper da madrugada

Alupo, meu senhor, alupô!

Vai ter xirê no toque do tambor

Alumia o cruzeiro, chave de encruzilhada

É macumba de Custódio no romper da madrugada

Curandeiro, feiticeiro, batuqueiro precursor

Pôs a nata no gongá, ô, iaiá!

Fundamento em seu terreiro, resiste a fé no orixá

Da crença no mercado ao rito do rosário

Ainda segue vivo o seu legado

Portela, tu és o próprio trono de Zumbi

Do samba, a majestade em cada ori

Yalorixá de todo axé

Enquanto houver um pastoreio, a chama não apagará

Não há demanda que o povo preto não possa enfrentar

Aê, oni Bará! Aê, babá lodê!

A Portela reunida, carregada no dendê

Sob o céu do Rio Grande, tem reza pra abençoar

O príncipe herdeiro da coroa de Bará

Aê, oni Bará! Aê, babá lodê!

A Portela reunida, carregada no dendê

Sob o céu do Rio Grande, tem reza pra abençoar

O príncipe herdeiro da coroa de Bará

  • Mais sobre: