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A Nação do Mangue

Por Meia Hora

Publicado em 17/02/2026 00:00:00 Atualizado em 17/02/2026 00:00:00

Lá vem caboclo, herdeiro de Zumbi

A nação está aqui

Não se curva ao poder

Escute, nossa gente vem da lama

Resistência que inflama

Quando toca o xequerê

Casa de gueto! Casa de gueto!

Nossa voz que não se cala

Batuque sem medo por direito,
é o toque das alfaias

Eu também sou caranguejo à
beira do igarapé

Gabiru trabalha cedo, cata o lixo da maré

Manamauê maracatu

Saluba, ê Nanã Yabá!

A vida parecida com as águas

Não é doce como o rio

Nem salgada feito o mar

Manamauê maracatu

Saluba, ê Nanã Yabá!

A vida parecida com as águas

Não é doce como o rio

Nem salgada feito o mar

A margem já subiu para cidade

Entre tronco e cipó, rebeldia dá um nó

Pensamento popular

Gramacho encontrou Capibaribe

Num mundo livre, quero ver você cantar

Freire, ensine um país analfabeto

Que não entendeu o manifesto

Da consciência social

Chico, Manguebeat tá na rua

Caxias comprou a luta

E transforma em carnaval!

Respeite os tambores do meu Ilê

Respeite a cadência do meu ganzá

À frente, o estandarte do meu povo

Pra erguer um tempo novo
que nos faz acreditar!

Eu sou do mangue, filho da periferia

Sobre uma palafita, Grande Rio anunciou

Ponta de lança é Daruê

Dobra o gonguê, a revolução já começou!

Eu sou do mangue, filho da periferia

Sobre uma palafita, Grande Rio anunciou

Ponta de lança é Daruê

Dobra o gonguê, a revolução já começou!

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