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Polícia Civil realiza operação para desarticular grupo ligado ao CV que explodia caixas eletrônicos e roubava casas de luxo

São cumpridos mandados de busca e apreensão contra alvos no Rio de Janeiro e em Santa Catarina

Por MEIA HORA

Publicado em 25/02/2026 11:01:50
São cumpridos mandados contra alvos no Rio de Janeiro e em Santa Catarina
Rio - A Polícia Civil realiza, na manhã desta quinta-feira (25), uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada em explosões de caixas eletrônicos e roubos a residências de luxo, ligada ao Comando Vermelho (CV). São cumpridos mandados de busca e apreensão contra alvos no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, além do bloqueio de cerca de R$ 30 milhões vinculados ao grupo. Até o momento, cinco pessoas foram presas.
Segundo a Civil, integrantes da Região Sul do país se deslocavam ao Rio, onde recebiam apoio logístico da facção, para realizar os ataques aos caixas eletrônicos. Os traficantes forneciam veículos roubados para fuga, maquinário e ferramentas usados nas explosões, além de locais para abrigo e esconderijo antes e depois dos crimes.
Ainda de acordo com a corporação, agentes identificaram a movimentação de cerca de R$ 30 milhões ao longo de cinco anos, por meio de contas físicas e jurídicas utilizadas para ocultar a origem ilícita dos recursos. Parte da lavagem de dinheiro acontecia em uma joalheria de Niterói, na Região Metropolitana, também investigada por ocultar valores ligados ao tráfico de drogas no Complexo do Viradouro.
As investigações apontam que se trata de uma organização interestadual com estrutura hierarquizada e divisão clara de funções. O grupo contava com núcleo de liderança, braço técnico-operacional especializado no uso de maçarico industrial, núcleo de inteligência responsável pelo levantamento prévio de alvos e setor logístico-financeiro encarregado da movimentação e ocultação dos valores ilícitos, por meio de um sofisticado esquema de lavagem de capitais.
Além do bloqueio de valores, foi solicitada a indisponibilidade de bens móveis, imóveis e veículos de luxo vinculados aos investigados, com o objetivo de descapitalizar a organização e interromper seu fluxo financeiro.
A operação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), com o apoio de unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), mira, de forma simultânea, os núcleos operacional e financeiro do grupo criminoso.
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