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Justiça do Rio manda prender goleiro Bruno após violação do livramento condicional

Ele deixou estado em fevereiro para defender um clube do Acre sem autorização prévia

Por Meia Hora

Publicado em 06/03/2026 21:31:17 Atualizado em 06/03/2026 21:31:17
Goleiro Bruno Fernandes foi condenado a 23 anos e um mês de prisão pela morte de Eliza Samudio
A Justiça do Rio mandou prender novamente o goleiro Bruno, ex-jogador do Flamengo, nesta sexta-feira (6), anulando o livramento condicional. Segundo o Juízo da Vara de Execuções Penais (VEP) ele teria deixado o Rio, para onde havia sido transferida a execução penal pelo envolvimento na morte de Eliza Samudio, para defender o Vasco-AC, em uma partida pela Copa do Brasil. A viagem aconteceu em fevereiro deste ano, sem autorização prévia da Justiça.
Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), responsável por solicitar a revogação, a viagem para o Acre ocorreu em 15 de fevereiro, quatro dias após a efetivação do livramento condicional. Mas como ainda não havia autorização judicial, caracterizou-se a violação de uma das condições expressas do benefício.
“Ressalte-se que o apenado deve se adequar às regras de cumprimento da pena, seja em qual estágio ela esteja, e não o contrário”, diz trecho da decisão da VEP.
A Justiça do Rio determinou a expedição de um mandado de prisão para cumprimento da pena em regime semiaberto, com validade de 16 anos. A reportagem tenta contato com a defesa do ex-goleiro.
Bruno foi condenado a 23 anos e um mês de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samudio.