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Cantor faz shows em comunidades dominadas pelo CV

Por Meia Hora

Publicado em 01/04/2026 00:00:00 Atualizado em 01/04/2026 00:00:00

Após a prisão, Poze foi transferido para a Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter). Na saída, o funkeiro falou em perseguição. "Isso é perseguição, 'mané'. 'Cara de pau', isso aí é perseguição. É indício, mas não tem prova com nada. Tem que provar. Vai prender bandido!", declarou.

Ele recebeu habeas corpus após passar cinco dias no presídio no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste. Segundo as investigações, o cantor realiza shows exclusivamente em áreas dominadas pelo CV, com a presença ostensiva de traficantes armados com armas de grosso calibre, como fuzis, garantindo a 'segurança' do artista.

Além disso, a investigação identificou que o repertório do cantor faz apologia ao tráfico, ao uso ilegal de armas de fogo e incita confrontos armados entre facções rivais.

Ainda de acordo com a DRE, os eventos são usados pelo CV para aumentar lucros com venda de drogas, revertendo os recursos para a aquisição de mais drogas, armas e equipamentos necessários à prática de crimes. A Civil reforça que as letras extrapolam os limites da liberdade de expressão e artística, configurando crimes graves de apologia ao crime e associação para o tráfico de drogas.

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