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Soldados denunciam casos de violência e abuso sexual em batalhão do Exército

Representações foram entregues ao MPF e ao MPM

Por Meia Hora

Publicado em 11/04/2026 12:04:00 Atualizado em 11/04/2026 12:05:10
Comando do 59º BIMtz puniu os militares acusados
Dois soldados do Exército apresentaram denúncia de casos de violência e abuso ocorridos no 59º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIMtz), em Maceió. As representações foram protocoladas tanto no Ministério Público Federal (MPF) quanto no Ministério Público Militar (MPM). Os incidentes aconteceram em julho e setembro do ano passado.
De acordo com a primeira denúncia, o soldado foi levado por colegas para uma câmara fria do quartel, despido e deixado sob baixas temperaturas. Ele afirma ainda que os militares o agrediram fisicamente.
No segundo caso, o soldado denunciou que foi vítima de ato libidinoso enquanto dormia no alojamento do quartel. De acordo com a representação protocolada, um colega "expôs o órgão genital e encostou no rosto" do militar. Um segundo acusado filmou a cena. O vídeo circulou entre os membros da unidade.
De acordo com nota do comando do batalhão, "tão logo tomou conhecimento do fato, determinou imediata abertura de procedimento administrativo (sindicância) em 25 de julho e 29 de setembro de 2025, instrumento legal para apurar, com rigor, as circunstâncias e responsabilidades do ocorrido".
A unidade informou que em dezembro, após investigação, determinou punições aos cinco acusados. Eles sofreram sanções como prisão e licenciamento do serviço ativo. "Reitera-se que o Batalhão Hermes Ernesto da Fonseca reafirma seu compromisso com a formação dos cidadãos incorporados às suas fileiras, pautando-se sempre pelo respeito à dignidade humana e pela observância fiel da legislação vigente, não admitindo condutas que afrontem seus valores e princípios, sustentáculos da nossa Força", destaca a nota.
De acordo com a representação apresentada ao MPF e ao MPM, as vítimas pedem a abertura de Inquérito Policial Militar (IPM) — que pode gerar punições mais graves do que as determinadas pela sindicância instaurada pelo batalhão.
O MPF recebeu a denúncia e fará a análise do caso. Já o MPM não se manifestou oficialmente.