'A família está toda desolada'
Mulher morta em carro de app foi enterrada
Por Meia Hora
Publicado em 10/05/2026 00:00:00 Atualizado em 10/05/2026 00:00:00A família e os amigos da designer de sobrancelhas Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, de 28 anos, se despediram da jovem ontem, no Cemitério de Irajá, na Zona Norte do Rio. Sob forte comoção, os parentes se abraçavam e demonstravam revolta diante da perda trágica.
Thamires morreu após ser baleada pelo policial civil Frede Uilson Souza de Jesus durante uma confusão no trânsito ocorrida na quinta-feira, no Pechincha, na Zona Oeste. Ela estava no banco traseiro de um carro de aplicativo quando o agressor iniciou uma discussão por causa de uma manobra na Rua Professor Henrique Costa. O agente está preso.
O irmão da vítima, Leonardo Rodrigues, de 24 anos, afirmou que uma das maiores reviravoltas dessa tragédia foi descobrir que o autor do disparo era um policial civil. "A gente ficou sabendo que era policial, e quando uma pessoa entra para a polícia é para servir e proteger. Como o estado coloca um homem despreparado desse na rua? Ninguém sequer fez contato com a gente para saber se estávamos precisando de alguma coisa. Ele não é policial, ele é um bandido", disse.
Abalado, Leonardo lamentou a perda da irmã, com quem mantinha uma relação muito próxima e conversava diariamente. "Agora só fica uma camisa estampada. Ela não está mais aqui com a gente. Foi muito difícil. A família está toda desolada. Minha irmã era uma pessoa de coração puro, admirável e insubstituível. Para as crianças, não vai faltar amparo", completou.