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Dono de Porsche que matou motorista de app em SP vai a júri popular

Por Agência Brasil

Publicado em 11/05/2026 16:41:19

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) determinou que o empresário Fernando Sastre irá a júri popular no dia 29 de outubro. Sastre está preso preventivamente desde 2024, quando atingiu o carro do motorista de aplicativo Orlando da Silva Viana, que morreu no acidente. Ele dirigia um Porsche e, segundo a acusação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), estava a mais de 100 quilômetros por hora (km/h) em uma via onde o limite de velocidade era de 50 km/h.

O júri acontecerá às 10h no Plenário 7 do Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista.

Se for condenado, o empresário pode cumprir penas por homicídio doloso qualificado (12 a 30 anos de reclusão) e lesão corporal gravíssima, que pode elevar a pena total em um sexto.

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Relembre o caso

O caso aconteceu no dia 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo. Segundo o inquérito policial, Fernando conduzia um Porsche em alta velocidade quando bateu no carro de Orlando, que trafegava pela via. Um amigo do empresário, que também estava no carro de luxo, sofreu ferimentos graves. Minutos antes do acidente, o réu estava em um restaurante e teria consumido bebida alcoólica.

Após a colisão, o empresário deixou o local com a ajuda de sua mãe, Daniela Cristina de Medeiros Andrade. Sastre foi liberado pela Polícia Militar sem fazer o teste de bafômetro. No entanto, a namorada do empresário confirmou que todas as pessoas que estavam no restaurante tinham consumido bebida alcoólica, fato confirmado pela polícia, que teve acesso à comanda de consumo fornecida pelo estabelecimento.

Com todas essas provas, a Justiça de São Paulo decretou a prisão de Fernando no dia 3 de maio de 2024. Foragido, o empresário se entregou às autoridades três dias depois.


*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

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