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Integrantes de quadrilha que movimentou mais de R$ 330 milhões são alvos de operação

Investigações começaram em 2022, quando instituição financeira comunicou movimentações atípicas

Por Meia Hora

Publicado em 20/05/2026 11:38:23 Atualizado em 20/05/2026 11:38:23
Dois homens foram presos na operação
Rio - A Polícia Civil realiza, na manhã desta quarta-feira (20), uma operação para desarticular uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro, clonagem de cartões e outros crimes. Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços das zonas Oeste e Norte do Rio. Até o momento, dois homens foram presos, um por posse irregular de munições e o outro por posse de drogas.
Segundo a corporação, policiais apreenderam R$ 250 mil, três carros de luxo, joias, dispositivos eletrônicos, documentos, maquininhas de cartão e máquinas contadoras de cédulas.
Ainda de acordo com a Civil, entre 2017 e 2022, os líderes do grupo movimentaram mais de R$ 338 milhões. As investigações começaram em 2022, após uma instituição financeira comunicar movimentações atípicas. Na ocasião, um dos investigados tentou sacar R$ 1 milhão em espécie em uma agência bancária.

A polícia identificou, até o momento, que a organização é composta por ao menos 25 pessoas que atuavam de forma estruturada em seis núcleos funcionais. A delegada Karina da Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCC-LD) explicou como funcionava o esquema: "Parte delas tinha um papel de laranja, outras de coaptar pessoas para serem laranjas. Alguns deles faziam a autolavagem, ou seja, praticava os estelionatos antes e também aplicava a tipologia de lavagem de dinheiro, como saques em espécie."
As diligências estão em andamento para aprofundar a identificação da estrutura financeira, individualizar as condutas dos investigados e rastrear o destino dos ativos ilícitos.

A ação da Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCC-LD) conta com o apoio de equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de agentes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC) e do Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB).
*Reportagem do estagiário Rodrigo Bresani, sob supervisão de Luiz Monteiro