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Bruno Gagliasso fala sobre masculinidade e critica Juliano Cazarré

O ator definiu o curso do colega de profissão como 'triste, feio, vergonhoso'

Por Agência Estado

Publicado em 22/05/2026 10:16:00 Atualizado em 22/05/2026 10:25:45
Bruno Gagliasso na estreia de 'Impuros'

Bruno Gagliasso não poupou críticas a Juliano Cazarré e ao tipo de masculinidade pregado em seu curso, O Farol e a Forja, criado para "fortalecer homens enfraquecidos", segundo o mesmo. O ator de Corrida dos Bichos definiu o curso como "triste, feio, vergonhoso" citando ainda a polêmica entrevista do colega no GloboNews Debate do último dia 12. Procurada pelo Estadão, a equipe de Cazarré não se pronunciou até a publicação. O espaço segue aberto.

 

"Ficou mais grave, porque começou a mentir agora", disse Gagliasso em participação no podcast Conversa Vai, Conversa Vem, do jornal O Globo. "A gente não pode dar palco para um cara que está falando que as mulheres matam mais do que os homens. E ainda ganha dinheiro com isso."

 

O ator ainda falou sobre o papel da masculinidade no Brasil atual, que registra números alarmantes de feminicídio. "Não é possível que a gente queira ser protagonista numa época com tanta mulher morrendo e red pill falando merda. É um absurdo tão grande, tudo muito sério."

 

"Para mim, ser homem é ser totalmente o oposto do que essas pessoas estão dizendo. É estar disposto a se desconstruir e aprender o tempo inteiro. Aprendendo o tempo inteiro com a minha mulher e com a minha filha."

 

Referenciando Cazarré, Gagliasso disse estar preocupado com a educação dada às crianças em relação à ideia de masculinidade divulgada em cursos e fóruns red pill. "Me preocupa que essas pessoas geraram seis filhos. Como será essa educação? Realmente acham que na escola ensinam a colocar camisinha com a boca?", questionou.

 

O ator disse ainda não ter qualquer desejo de ser reconhecido como homem pelas definições que considera problemáticas. "Que homens são esses que não choram? Se ser homem é não chorar, eu não sou homem. Se ser homem é não usar uma roupa feminina, não sou homem, porque essa aqui é da minha mulher. Se ser homem é dizer para outros homens como se deve comportar, tratar uma mulher, não sou homem. E nem quero ser."

 

"Não é esse homem que quero ensinar para meus filhos. Quero mostrar que homem chora, que pode não se colocar no lugar de protagonista, que sente e deve colocar pra fora."