Geral
Pai de Henry Borel pede 'condenação exemplar' antes de novo júri
Defesa de Jairinho tenta pedir outro adiamento da sessão
Por Fred Vidal, Manuella Viégas
Publicado em 25/05/2026 11:50:26Rio - Pai do menino Henry Borel, o vereador Leniel Borel pediu justiça pelo filho, antes da retomada do julgamento, no II Tribunal do Júri da Capital, nesta segunda-feira (23). À imprensa, ele falou sobre o desejo de que o caso finalmente se encerre, após cinco anos.
“Espero que a justiça realmente seja em prol da vítima, com realmente o respeito que as vítimas do nosso país precisam. Desde a década de 1970, a gente vê o foco no criminoso. Espero realmente que hoje seja o fim de um capítulo de uma história de justiça e que seja uma condenação exemplar, na proporção da brutalidade que fizeram”, afirmou.
O vereador voltou a falar sobre a gravidade das lesões apresentadas pelo filho, quando foi assassinado em 8 de março de 2021. Antes de ser morta, a criança estava em um apartamento com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho.
O vereador voltou a falar sobre a gravidade das lesões apresentadas pelo filho, quando foi assassinado em 8 de março de 2021. Antes de ser morta, a criança estava em um apartamento com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho.
“Laceração hepática, hemorragia interna causada por ação contundente: essa é a causa morte do Henry. Mas quem vai falar das outras 23 lesões que ele teve? Uma morte brutal na presença da mãe e do padrasto, uma morte agonizante. O Henry gritou muito naquela noite, pediu ajuda, pediu socorro”, disse.
Ainda de acordo com Leniel, a acusação pretende apresentar novos fatos contra Jairinho, inclusive conversas e mais uma agressão a uma criança, que não havia sido divulgada anteriormente.
"Vocês sabiam que tem mais um outro caso que não foi investigado, em que o Jairo queimou uma menina e a mãe não falou? Mas eu aguardei cinco anos para estar aqui, segurando a estratégia. Mas a gente vai falar agora. Eu esperei cinco anos pelo aconselhamento que tive dos meus advogados. Nesse júri, nós vamos mostrar a verdade sobre quem é Jairo e Monique", foi enfático ao dizer.
"A rede que o Jairo procurou, quem ele procurou para tentar sair pela porta da frente, para que o hospital não mandasse [o corpo] para o IML, quem o Jairo procurou politicamente. Em vez de falar de meu computador, como eles estão falando, por que não fala do apagão em massa do celular do Jairo do dia 8 ao dia 12 de março? E a Monique, que também apagou? O que que Jairo e Monique querem esconder? Nós vamos falar aqui. Aguardem", prometeu.
Defesa de Jairinho vai pedir novo adiamento, mas prevê negativa
Pouco antes do início do novo julgamento, a defesa de Jairinho, disse à imprensa que pretende entrar com outro pedido de adiamento, mas já está conformada de que este não será aceito. A expectativa é de que o plenário dure entre cinco a 10 dias.
De acordo com o advogado Rodrigo Faucz, a solicitação será feita porque um dos advogados da equipe, Fabiano Lopes, sofreu um infarto do miocárdio, no último sábado (23).
“Nós estamos aguardando como está a situação médica dele, não temos todas as informações ainda. Conversamos informalmente sobre a possibilidade do adiamento, mas nós sabemos que será indeferido. Mas o próprio cliente, Jairinho, tem interesse em fazer o julgamento, ele quer ser julgado, quer que essa situação seja esclarecida de uma vez”, afirmou Faucz.
No último julgamento, em 23 de março, a defesa de Jairinho abandonou o plenário ao alegar que não teve acesso integral ao computador e a um dos celulares de Leniel Borel, pai do menino assassinado aos 4 anos. Contudo, a juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri da Capital, afirmou que a situação já havia sido debatida em diversas oportunidades e negou o pedido.
A defesa de Jairo alega que, mesmo após o adiamento, ainda não teve acesso a todas as provas. “Mesmo com a determinação judicial de que a Polícia Civil desse acesso a todas as provas, ainda não nos foi dado o acesso a todas elas. A defesa aceita as decisões judiciais, mas nós vamos continuar demonstrando todas as arbitrariedades que existem. O processo tem que ser justo”, destacou.
De acordo com o advogado Rodrigo Faucz, a solicitação será feita porque um dos advogados da equipe, Fabiano Lopes, sofreu um infarto do miocárdio, no último sábado (23).
“Nós estamos aguardando como está a situação médica dele, não temos todas as informações ainda. Conversamos informalmente sobre a possibilidade do adiamento, mas nós sabemos que será indeferido. Mas o próprio cliente, Jairinho, tem interesse em fazer o julgamento, ele quer ser julgado, quer que essa situação seja esclarecida de uma vez”, afirmou Faucz.
No último julgamento, em 23 de março, a defesa de Jairinho abandonou o plenário ao alegar que não teve acesso integral ao computador e a um dos celulares de Leniel Borel, pai do menino assassinado aos 4 anos. Contudo, a juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri da Capital, afirmou que a situação já havia sido debatida em diversas oportunidades e negou o pedido.
A defesa de Jairo alega que, mesmo após o adiamento, ainda não teve acesso a todas as provas. “Mesmo com a determinação judicial de que a Polícia Civil desse acesso a todas as provas, ainda não nos foi dado o acesso a todas elas. A defesa aceita as decisões judiciais, mas nós vamos continuar demonstrando todas as arbitrariedades que existem. O processo tem que ser justo”, destacou.
Nesta segunda-feira, ao iniciar a sessão, por volta das 11h, a juíza Elizabeth Machado Louro prestou solidariedade ao advogado que sofreu o infarto. A defesa afirmou que não irá abandonar o plenário, mas enfatizou o desejo de Jairinho para que o júri não aconteça sem a presença do advogado Fabiano Lopes.
Defesa de Monique sustenta versão de violência doméstica
Mãe do menino Henry, Monique Medeiros estava no apartamento no dia em que a criança, com 4 anos, na época, foi assassinada, em 8 de março de 2021. A defesa da ex-professora da rede municipal do Rio sustenta a versão de que, na verdade, ela foi tão vítima quanto o filho e que não sabia das agressões de Jairinho.
“A Monique, assim como toda a bancada defensiva, acredita na Justiça e que o responsável pela morte do Henry seja condenado. Essa é nossa expectativa. Nossa linha defensiva é mostrar aos jurados o que está no processo, e não foi divulgado ao longo desses 5 anos, para que nós possamos provar de uma vez por todas que a Monique de fato não tinha conhecimento do que estava acontecendo. Tanto que ela também foi vítima. Não é nada de novo, é o que não foi divulgado pela mídia que nós vamos mostrar para os jurados”, disse.
Mãe do menino Henry, Monique Medeiros estava no apartamento no dia em que a criança, com 4 anos, na época, foi assassinada, em 8 de março de 2021. A defesa da ex-professora da rede municipal do Rio sustenta a versão de que, na verdade, ela foi tão vítima quanto o filho e que não sabia das agressões de Jairinho.
“A Monique, assim como toda a bancada defensiva, acredita na Justiça e que o responsável pela morte do Henry seja condenado. Essa é nossa expectativa. Nossa linha defensiva é mostrar aos jurados o que está no processo, e não foi divulgado ao longo desses 5 anos, para que nós possamos provar de uma vez por todas que a Monique de fato não tinha conhecimento do que estava acontecendo. Tanto que ela também foi vítima. Não é nada de novo, é o que não foi divulgado pela mídia que nós vamos mostrar para os jurados”, disse.