Vassoura, muleta, guarda-chuva, skate, furadeira...
Por Meia Hora
Publicado em 28/05/2026 00:00:00 Atualizado em 28/05/2026 00:00:00O Rio de Janeiro tem um histórico de enganos policiais que resultaram em mortes de inocentes. Em 2023, na Cidade de Deus, o catador de recicláveis Dierson da Silva segurava um pedaço de madeira, que foi confundido com uma arma por um policial e acabou sendo morto. Em março de 2022, Fábio Tavares da Silva, 42, vigia num posto de saúde, morreu baleado numa ação policial na Favela do Guacha, em Belford Roxo, com uma vassoura nas mãos. Dois dias depois, no Alemão, agentes da UPP Nova Brasília/Fazendinha trocaram tiros com traficantes. Um homem com deficiência, que segurava uma muleta, foi ferido na cabeça. O jornal Voz das Comunidades informou na época que PMs confundiram a muleta com um fuzil. Em setembro de 2021, o garçom Rodrigo Alexandre Serrano, 26, foi morto com três tiros no Chapéu-Mangueira, no Leme. O seu guarda-chuva foi confundido com um fuzil. Em 2015, na Pavuna, Thiago Dingo Guimarães, 24, e Jorge Lucas Martins Paes, de 17, morreram carregando macaco hidráulico numa moto. No mesmo ano, um PM feriu rapaz de 16 anos, cm skate, numa trilha entre as favelas Chácara do Céu e Rocinha, na Zona Sul. Em 2010, no Morro do Andaraí, um PM matou Hélio Ribeiro, de 46, com uma furadeira no terraço de casa.