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Americana encontrada morta no hotel Rosewood já havia enfrentado rumores sobre a própria morte

Por Agencia Estado

Publicado em 02/06/2026 22:05:54

A americana Hilde Ann Lynn Helphenstein, de 40 anos, conhecida nas redes sociais como Jerry Gogosian, que foi encontrada morta no Rosewood, hotel de luxo localizado na Bela Vista, no centro da cidade de São Paulo, enfrentou rumores sobre a própria morte após um sumiço de 51 dias das redes sociais por desgaste emocional. O relato feito à Avenue Magazine, uma das publicações de luxo mais tradicionais de Nova York, foi publicado em março de 2025.

Hilde era artista visual, curadora e influenciadora de arte. Com a persona Jerry Gogosian, ela acumulava 145 mil seguidores no Instagram. "Sua melhor amiga no mundo da arte", diz o texto no perfil. Em seu site, a americana também é apresentada como editora-chefe do The Jerry Report e apresentadora do podcast Art Smack. Ela foi encontrada morta no domingo, 31. O caso está sendo investigado.

Na entrevista, a americana, conhecida pelo tom satírico nas publicações como Gogosian, contou que a rejeição de grandes marcas do mercado da moda a abalou profundamente "tanto criativa quanto profissionalmente". O texto relata que ela acreditava que as grandes marcas ouviriam suas propostas "se ela se apresentasse como alguém capaz de reformar o setor".

"As pessoas se aproximam da arte por motivos horríveis. Existem muitos colecionadores moralmente falidos que nunca se dedicaram a compreender cultura, sociedade ou a própria psique. Trabalhei em galerias extremamente sofisticadas com alguns dos clientes mais corruptos e perversos do mundo. E os artistas precisam se prostituir emocionalmente para eles porque isso faz parte do trabalho", disse à revista.

Os amigos, segundo ela, a consideravam ambiciosa, honesta e idealista demais. As características que atraíram seu público eram as que afastavam oportunidades maiores.

"Não estou tentando ser uma guerreira da autenticidade, mas isso quase me matou. Foi muito prejudicial para mim. Comecei a duvidar de mim mesma e a questionar tudo o que eu era", disse. A reportagem conta que ela continuou sendo a mesma e que as grandes marcas seguiram não se interessando.

Gogosian "parecia vulnerável, machucada e emocionalmente exausta, embora mantivesse seu estilo direto e franco", diz o texto. "Ela acabara de voltar de um afastamento de 51 dias da internet - sem telefone, sem redes sociais. Durante esse período, começou a circular o boato de que ela havia morrido. Também surgiram críticas ao seu 'silêncio ensurdecedor'", continua.

"Gente, é possível querer se afastar das redes sociais sem estar morto", afirmou a artista. Dias depois da entrevista, uma publicação na conta de Jerry Gogosian explicou que sua crise "foi provocada pela percepção de que havia se afastado temporariamente de seus próprios valores. Ela comparou a experiência ao fenômeno da 'distorção de percepção' vivido por pessoas viciadas em cirurgias plásticas, que não percebem o quanto mudaram até ser tarde demais", conclui a reportagem.

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