Polícia prende pré-candidato a deputado federal de Alagoas por suposto elo com CV
Por Agencia Estado
Publicado em 03/06/2026 13:50:48A Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil (DRACCO) de Alagoas prendeu nesta quarta-feira, 3, o influenciador e pré-candidato a deputado federal Patrick de Almeida Silva, conhecido como "PTK". Ele é suspeito de ter sido escalado por um chefe do Comando Vermelho (CV) para disputar o cargo de vereador em Maceió nas eleições de 2024. A candidatura acabou vetada à época pelo então partido de "PTK", o Solidariedade.
A reportagem busca contato com a defesa de "PTK", que se apresenta nas redes sociais como "cara das comunidades" e usa o lema "respeita os motoboys" como slogan de pré-campanha. Ele reúne atualmente 186 mil seguidores no Instagram e está filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
O influenciador foi alvo da Operação Morro do Alemão, que cumpriu 51 mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho em Maceió e Marechal Deodoro, Alagoas, e no Rio de Janeiro.
Até a manhã desta quarta, nove pessoas haviam sido presas, segundo a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas.
De acordo com as investigações, "PTK" teria sido indicado por José Emerson da Silva, conhecido como "Nem Catenga", apontado como um dos traficantes mais procurados de Alagoas e identificado como liderança do Comando Vermelho no Estado, para representar a facção na Câmara Municipal de Maceió.
Com ele, a polícia apreendeu R$ 20 mil em espécie, dois iPhones, dois anéis de ouro e um pendrive.
As investigações foram conduzidas pela Dracco, em parceria com o Batalhão de Rotam e com apoio da Chefia Geral de Inteligência Integrada da SSP. Segundo a polícia, o trabalho investigativo apontou que a cúpula do Comando Vermelho em Alagoas buscava expandir sua influência no Estado. Os mandados foram expedidos pela 17.ª Vara Criminal da Capital, "com base em provas técnicas reunidas ao longo da investigação".
A operação contou ainda com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da SSINTE/Sepol, no âmbito do Projeto Captura, força-tarefa do Ministério da Justiça, voltada ao apoio na prisão de criminosos foragidos no Rio de Janeiro.