Geral
Centenas de fiéis se reúnem para confeccionar os tapetes de Corpus Christi no Centro
Quem passou pela Avenida República do Chile pôde acompanhar os desenhos coloridos e símbolos religiosos que ocuparam cerca de 300 metros da via
Por Ana Fernanda Freire
Publicado em 04/06/2026 10:41:44Rio - Mesmo em meio ao frio e após uma madrugada de chuva, centenas de fiéis se reuniram nesta quinta-feira (4) para confeccionar os tradicionais tapetes de Corpus Christi no Centro do Rio. Quem passou pela Avenida República do Chile encontrou cerca de 300 metros de desenhos coloridos e símbolos religiosos que transformaram a região em um grande cenário de fé e devoção. A programação conta ainda com missa, procissão e o Auto de Corpus Christi, espetáculo gratuito que será apresentado no fim da tarde. Confira as celebrações pela data em diferentes pontos do Rio.
Dentre os participantes estava Catarina Barreto, de 20 anos, integrante da Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, no Cachambi, na Zona Norte. Para ela, a solenidade tem um significado especial para os católicos.
"Corpus Christi é um feriado muito importante porque, em toda missa, fazemos a recordação da Ceia do Senhor. E não é só uma recordação. É realmente o Corpo de Cristo. Muitas vezes a gente participa e não percebe que é um milagre. Corpus Christi é justamente para a gente entender que é o extraordinário, que não é uma coisa comum", explicou.
Participando pela primeira vez da confecção dos tapetes, Cristiliana Costa da Silva, de 46 anos, da Paróquia São João Bosco, no Riachuelo, contou que a experiência foi marcada pela emoção.
"Corpus Christi é um feriado muito importante porque, em toda missa, fazemos a recordação da Ceia do Senhor. E não é só uma recordação. É realmente o Corpo de Cristo. Muitas vezes a gente participa e não percebe que é um milagre. Corpus Christi é justamente para a gente entender que é o extraordinário, que não é uma coisa comum", explicou.
Participando pela primeira vez da confecção dos tapetes, Cristiliana Costa da Silva, de 46 anos, da Paróquia São João Bosco, no Riachuelo, contou que a experiência foi marcada pela emoção.
"É uma emoção muito grande estar representando não só a nossa paróquia, mas a nossa juventude. Viver esse momento da Eucaristia é muito bom", disse Cristiliana, que, ao lado dos demais integrantes do grupo, chegou ao Centro por volta das 5h da manhã, quando ainda havia risco de chuva.
Trabalho começou semanas antes da celebração
Um dos tapetes que mais chamou a atenção dos visitantes foi o confeccionado pela Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, do Cachambi. Responsável pela criação do projeto, Salvador Mantuano, de 47 anos, explicou que a preparação começou semanas antes da celebração.
"Estamos há duas semanas colando papel para fazer esse trabalho diferente com celofane, dando uma impressão de vitral. Também colocamos o desenho da nossa paróquia na parte inferior do tapete", contou.
Segundo ele, a equipe chegou ao local às 4h30 da manhã para iniciar a montagem: "É fantástico ver o resultado. Estamos fazendo isso para a honra de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para Ele, sempre o melhor que a gente puder fazer".
Outro destaque da celebração foi o tapete confeccionado pelo Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora de Fátima, no Centro do Rio. Integrante da comunidade, Maria Clara Ferreira Alvarenga, de 27 anos, explicou que o trabalho foi inspirado nos 100 anos da Adoração Eucarística e na devoção mariana da paróquia.
"É gratificante trabalhar para Jesus, é uma coisa maravilhosa. É transformar a nossa fé em obras, em serviço, e mostrar para Ele o nosso grande amor. Ele vai passar por um trabalho que a gente faz com tanto amor e carinho", afirmou.
Segundo ela, o grupo chegou ao local às 4h20 da manhã e enfrentou a garoa e o frio para concluir a montagem: "O tema deste ano são os 100 anos da Adoração Eucarística. Tivemos a ideia de juntar Nossa Senhora e Jesus na mesma imagem, representando esse grande amor entre mãe e filho. No ano passado recebemos oficialmente o título de Santuário, então esse tapete tem um significado ainda mais especial para nós".
Ao observar o resultado quase concluído, Maria Clara resumiu o sentimento compartilhado pelos voluntários: "É maravilhoso. É uma sensação de dever cumprido. Para Deus, tudo que é bom. O mais próximo da perfeição é o que Ele merece", declarou.
Fé supera frio e previsão de chuva no feriado
Por causa da chuva durante a madrugada, os participantes chegaram a discutir a possibilidade de realizar a montagem dos tapetes dentro da Catedral Metropolitana. Após uma votação entre representantes das paróquias e membros da Igreja, a maioria optou por manter a tradição ao ar livre, já que o tempo apresentou melhora nas primeiras horas da manhã.
Com temperatura máxima prevista de 23°C e mínima de 16°C nesta quinta-feira, além da possibilidade de chuva ao longo do dia, os fiéis precisaram enfrentar o frio e a instabilidade do tempo para manter viva a tradição de Corpus Christi no Centro do Rio.
Entre os participantes também estava Ana Ribeiro, de 52 anos, representante da Liga Católica do Rio de Janeiro e integrante da Paróquia Nossa Senhora do Divino Amor, em Irajá, também na Zona Norte: "Isso representa o Corpo de Cristo consagrado. Demonstra todo o amor que a gente sente nesse momento".
Ana contou que seu grupo também chegou ao Centro por volta das 4h e acompanhou as discussões sobre a possibilidade de transferir a montagem para dentro da Catedral: "Estava chovendo e a gente pensou que não seria aqui fora. Houve uma votação para decidir, mas, como o tempo melhorou, foi mantida a montagem na avenida. Mesmo com frio e chuva, está todo mundo aqui pela fé".
Já Neti Lopes, de 66 anos, da Paróquia Rosário de Fátima, na Taquara, na Zona Sudoeste, participa da tradição há 17 anos e reforçou o simbolismo da celebração: "Isso aqui representa a nossa fé total. É o sacramento da Eucaristia. Mesmo debaixo de chuva, mesmo com frio, está todo mundo aqui pela fé", afirmou.
Trabalho começou semanas antes da celebração
Um dos tapetes que mais chamou a atenção dos visitantes foi o confeccionado pela Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, do Cachambi. Responsável pela criação do projeto, Salvador Mantuano, de 47 anos, explicou que a preparação começou semanas antes da celebração.
"Estamos há duas semanas colando papel para fazer esse trabalho diferente com celofane, dando uma impressão de vitral. Também colocamos o desenho da nossa paróquia na parte inferior do tapete", contou.
Segundo ele, a equipe chegou ao local às 4h30 da manhã para iniciar a montagem: "É fantástico ver o resultado. Estamos fazendo isso para a honra de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para Ele, sempre o melhor que a gente puder fazer".
Outro destaque da celebração foi o tapete confeccionado pelo Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora de Fátima, no Centro do Rio. Integrante da comunidade, Maria Clara Ferreira Alvarenga, de 27 anos, explicou que o trabalho foi inspirado nos 100 anos da Adoração Eucarística e na devoção mariana da paróquia.
"É gratificante trabalhar para Jesus, é uma coisa maravilhosa. É transformar a nossa fé em obras, em serviço, e mostrar para Ele o nosso grande amor. Ele vai passar por um trabalho que a gente faz com tanto amor e carinho", afirmou.
Segundo ela, o grupo chegou ao local às 4h20 da manhã e enfrentou a garoa e o frio para concluir a montagem: "O tema deste ano são os 100 anos da Adoração Eucarística. Tivemos a ideia de juntar Nossa Senhora e Jesus na mesma imagem, representando esse grande amor entre mãe e filho. No ano passado recebemos oficialmente o título de Santuário, então esse tapete tem um significado ainda mais especial para nós".
Ao observar o resultado quase concluído, Maria Clara resumiu o sentimento compartilhado pelos voluntários: "É maravilhoso. É uma sensação de dever cumprido. Para Deus, tudo que é bom. O mais próximo da perfeição é o que Ele merece", declarou.
Fé supera frio e previsão de chuva no feriado
Por causa da chuva durante a madrugada, os participantes chegaram a discutir a possibilidade de realizar a montagem dos tapetes dentro da Catedral Metropolitana. Após uma votação entre representantes das paróquias e membros da Igreja, a maioria optou por manter a tradição ao ar livre, já que o tempo apresentou melhora nas primeiras horas da manhã.
Com temperatura máxima prevista de 23°C e mínima de 16°C nesta quinta-feira, além da possibilidade de chuva ao longo do dia, os fiéis precisaram enfrentar o frio e a instabilidade do tempo para manter viva a tradição de Corpus Christi no Centro do Rio.
Entre os participantes também estava Ana Ribeiro, de 52 anos, representante da Liga Católica do Rio de Janeiro e integrante da Paróquia Nossa Senhora do Divino Amor, em Irajá, também na Zona Norte: "Isso representa o Corpo de Cristo consagrado. Demonstra todo o amor que a gente sente nesse momento".
Ana contou que seu grupo também chegou ao Centro por volta das 4h e acompanhou as discussões sobre a possibilidade de transferir a montagem para dentro da Catedral: "Estava chovendo e a gente pensou que não seria aqui fora. Houve uma votação para decidir, mas, como o tempo melhorou, foi mantida a montagem na avenida. Mesmo com frio e chuva, está todo mundo aqui pela fé".
Já Neti Lopes, de 66 anos, da Paróquia Rosário de Fátima, na Taquara, na Zona Sudoeste, participa da tradição há 17 anos e reforçou o simbolismo da celebração: "Isso aqui representa a nossa fé total. É o sacramento da Eucaristia. Mesmo debaixo de chuva, mesmo com frio, está todo mundo aqui pela fé", afirmou.
Prefeito prestigia
Presente ao evento, o prefeito Eduardo Cavaliere destacou a importância da celebração para a cidade: "A preparação desses tapetes é um símbolo de fé, mas também é um símbolo de união em comunidade", afirmou. "Quem se reúne aqui são justamente as famílias e as paróquias, que se organizam para tornar essa festa ainda mais bonita, histórica e tradicional".
Cavaliere acrescentou também que a confecção fortalece os laços entre os fiéis: “Quem se reúne aqui são justamente as famílias, as pessoas que se juntam na sua própria paróquia para organizar uma confecção de tapetes e vir aqui para a porta da Catedral, se juntando, fazendo isso em conjunto, para tornar essa festa ainda mais bonita, ainda mais importante, histórica, tradicional da nossa cidade e do nosso país”, afirmou.
Para o reitor do Seminário Propedêutico Rainha dos Apóstolos, Padre André Luiz Oliveira dos Santos, o Corpus Christi é uma oportunidade de reafirmar a presença de Cristo na vida dos fiéis: "Estar aqui hoje significa relembrar ao mundo que Jesus permanece conosco. É uma manifestação pública de fé e amor à Eucaristia".
O sacerdote destacou ainda que a grande participação popular transmite uma mensagem de esperança: "Ver tantas pessoas reunidas aqui significa dizer aos homens do nosso tempo que a esperança existe, e a esperança é Cristo".
Padre André contou que o grupo do seminário chegou ao Centro por volta das 5h15, ainda sob os últimos momentos da chuva. Segundo ele, o tapete confeccionado pelos seminaristas foi inspirado em Jesus Bom Pastor e no chamado vocacional ao sacerdócio.
Cavaliere acrescentou também que a confecção fortalece os laços entre os fiéis: “Quem se reúne aqui são justamente as famílias, as pessoas que se juntam na sua própria paróquia para organizar uma confecção de tapetes e vir aqui para a porta da Catedral, se juntando, fazendo isso em conjunto, para tornar essa festa ainda mais bonita, ainda mais importante, histórica, tradicional da nossa cidade e do nosso país”, afirmou.
Para o reitor do Seminário Propedêutico Rainha dos Apóstolos, Padre André Luiz Oliveira dos Santos, o Corpus Christi é uma oportunidade de reafirmar a presença de Cristo na vida dos fiéis: "Estar aqui hoje significa relembrar ao mundo que Jesus permanece conosco. É uma manifestação pública de fé e amor à Eucaristia".
O sacerdote destacou ainda que a grande participação popular transmite uma mensagem de esperança: "Ver tantas pessoas reunidas aqui significa dizer aos homens do nosso tempo que a esperança existe, e a esperança é Cristo".
Padre André contou que o grupo do seminário chegou ao Centro por volta das 5h15, ainda sob os últimos momentos da chuva. Segundo ele, o tapete confeccionado pelos seminaristas foi inspirado em Jesus Bom Pastor e no chamado vocacional ao sacerdócio.
Espetáculo gratuito encerra programação
A programação de Corpus Christi será encerrada às 17h com a apresentação do Auto de Corpus Christi 2026, em frente à Catedral Metropolitana. O espetáculo gratuito reunirá 15 artistas, entre atores, cantores e bailarinos, e retratará a trajetória de santos católicos marcados pela devoção à Eucaristia, como Santa Teresinha, Santa Clara, São Tarcísio, Padre Pio e a Virgem Maria.
Promovida pela Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, por meio do Vicariato Episcopal para a Cultura, em parceria com a Prefeitura do Rio, a encenação utilizará música, teatro e elementos da religiosidade popular para refletir sobre a fé cristã.
"O Auto de Corpus Christi é uma oportunidade de traduzir, por meio da cultura e da arte, o profundo significado desta solenidade", afirmou o arcebispo do Rio, cardeal Orani João Tempesta.
Além do espetáculo, a programação inclui missa campal e procissão, reunindo milhares de fiéis em uma das mais tradicionais manifestações religiosas da cidade.
A programação de Corpus Christi será encerrada às 17h com a apresentação do Auto de Corpus Christi 2026, em frente à Catedral Metropolitana. O espetáculo gratuito reunirá 15 artistas, entre atores, cantores e bailarinos, e retratará a trajetória de santos católicos marcados pela devoção à Eucaristia, como Santa Teresinha, Santa Clara, São Tarcísio, Padre Pio e a Virgem Maria.
Promovida pela Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, por meio do Vicariato Episcopal para a Cultura, em parceria com a Prefeitura do Rio, a encenação utilizará música, teatro e elementos da religiosidade popular para refletir sobre a fé cristã.
"O Auto de Corpus Christi é uma oportunidade de traduzir, por meio da cultura e da arte, o profundo significado desta solenidade", afirmou o arcebispo do Rio, cardeal Orani João Tempesta.
Além do espetáculo, a programação inclui missa campal e procissão, reunindo milhares de fiéis em uma das mais tradicionais manifestações religiosas da cidade.
*Colaboração da estagiária Aretha Dossares sob supervisão de Luiz Maurício Monteiro