Geral

Homem é preso em operação contra abuso sexual infantil na web

Investigação identificou suspeitos que integravam grupos de conteúdo criminoso envolvendo crianças e adolescentes

Por Leonardo Brito

Publicado em 24/06/2026 20:12:00 Atualizado em 24/06/2026 20:12:00
A ação faz parte da Pharos III, coordenada pela Polícia Civil do Paraná com apoio de forças de segurança de diversos estados
Rio - Um homem foi preso, na manhã desta quarta-feira (24), em Duque de Caxias, Baixada Fluminense,  durante uma operação nacional que combate a circulação de material de abuso sexual infantil na internet. O suspeito é investigado por suposta participação em grupos voltados ao armazenamento e compartilhamento de imagens e vídeos de exploração sexual de crianças e adolescentes por aplicativos de mensagens. A identificação dele não foi divulgada.

No Rio, a ação contou com a participação da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), responsável pelo cumprimento dos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Durante a operação, os agentes recolheram celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos, que serão periciados para verificar a existência de novos arquivos e possíveis conexões com outros investigados. O homem permanecerá preso durante as investigações.

A ação integra a Operação Pharos III, coordenada pela Polícia Civil do Paraná com apoio de forças de segurança de diversos estados. A iniciativa foi realizada simultaneamente em diferentes regiões do país e tem como objetivo interromper a disseminação desse tipo de conteúdo, identificar novas vítimas e responsabilizar criminalmente os envolvidos.

Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início a partir da análise de dados encontrados em aparelhos apreendidos em fases anteriores da operação. O material permitiu identificar pessoas que supostamente participavam de grupos criados para armazenar e compartilhar arquivos criminosos relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Os investigadores também buscam mapear a atuação de redes que utilizam plataformas digitais para trocar esse tipo de conteúdo de forma clandestina. A operação contou ainda com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (CiberLab), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e da Homeland Security Investigations (HSI), agência norte-americana especializada no combate a crimes praticados pela internet e organizações transnacionais.