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Lei Seca tá de olho em quem dirige drogado

Em fase de testes, drogômetro pode passar a ser usado em blitzes no estado do Rio

Por Aretha Dossares

Publicado em 28/06/2026 00:00:00 Atualizado em 28/06/2026 00:00:00
Tecnologia poderá ser incorporada às operações da Lei Seca no Rio

A fiscalização de motoristas sob efeito de drogas pode ganhar um novo reforço nos próximos anos. Os chamados drogômetros, capazes de detectar substâncias psicoativas no organismo de condutores, estão em fase de testes. Para serem usados nas operações de trânsito, os equipamentos ainda precisam ser certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e regulamentados pelos órgãos competentes.

Apesar da expectativa em torno da nova tecnologia, ainda não existe regulamentação federal que autorize o uso dos drogômetros na fiscalização de trânsito no Brasil. A eventual adoção desses equipamentos depende da validação técnica e da regulamentação.

Autor do projeto que deu origem à Lei Seca, o deputado federal Hugo Leal afirmou que a legislação vem passando por constantes aperfeiçoamentos desde sua criação, em 2008. Segundo ele, a ampliação da fiscalização para outras substâncias psicoativas é uma necessidade diante dos riscos que elas representam no trânsito.

"A Lei Seca não ficou parada nesses 18 anos. Seguimos aperfeiçoando a legislação para que ela seja cada vez mais efetiva. Já discutimos em vários ambientes a questão de outras drogas. É necessário avançar para outras substâncias que também comprometem a capacidade do motorista", destacou.

Reportagem da estagiária ARETHA DOSSARES, sob supervisão de LARISSA AMARAL

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