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Qual livro Cármen Lúcia levaria para todos os lugares? Ministra do STF responde na Flip 2026

Por Agência Estado

Publicado em 24/07/2026 07:13:00

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia tem uma livro que gostaria de levar para todos os lugares: Romanceiro da Inconfidência, da escritora carioca Cecília Meireles (1901-1964).

A informação foi compartilhada durante coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira, 23, na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), da qual a ministra é uma das principais convidadas.

"O livro que eu mais carrego, seguramente, é o Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meirelles. [O livro] narra muito melhor as passagens dos conjurados e nos faz pensar muito mais sobre sentenças, sobre o papel dos juízes, do que muitas obras de história", afirmou ela.

Romanceiro da Inconfidência é considerada a grande obra de Cecília Meireles, uma das mais celebradas poetas brasileiras. Em versos, o livro conta parte da história de Minas Gerais, do processo de colonização até à Inconfidência Mineira em 1789.

Cármen Lúcia citou o livro durante uma resposta que elaborava a relação entre literatura e o Direito. Ela continuou: "É por isso é que o ditador não gosta da arte. Não gosta da arte que não se submeta a ele. Ou seja, não é que não gosta da arte também não. Ele quer sujeitar a cultura. Eu não concordo com uma cultura subordinada".

"Por isso esta ligação que tem da arte com o Direito e o nosso empenho para que a arte seja sempre garantida. Este é o espaço democrático que sinaliza se nós temos uma democracia verdadeira", completou.

Além de citar Cecília Meireles, autora que ela acredita ainda ser subestimada no Brasil, a ministra afirmou que os clássicos que leu na juventude seguem sendo alguns dos livros mais marcaram sua vida. Ela citou autores como Marcel Proust, Machado de Assis e Fiódor Dostoiévski.

Cármen Lúcia na Flip 2026

Cármen Lúcia participa da 10ª mesa da programação oficial do evento, batizada de 'Estado de sítio, estado de sido, estase' (verso de homenageada Orides Fontela), que terá início às 13h30 de sexta, 24, com mediação de Paula Miraglia. A conversa será transmitida ao vivo no YouTube da Flip.

A participação faz parte da divulgação do novo livro da ministra, Pela Mão do Povo - Democracia e Voto no Brasil (Bazar do Tempo), escrito em parceria com a historiadora Heloisa M. Starling e a pesquisadora Nayara Corrêa Henriques Pinto. A obra faz um panorama da história do voto no Brasil, desde o Império até às Diretas Já.

*A repórter viajou a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flip 2026

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